Goste dele ou não, o deputado federal Barbosa Neto (PDT), prefeito eleito de Londrina, passou a ser um político importante no Paraná. Administrará a segunda maior cidade e o terceiro orçamento do Estado. É um nome decisivo nas articulações que estão acontecendo (e mais ainda nas que vão acontecer) para as eleições do ano que vem. Sua opinião precisará, sempre, ser levada em conta pelos políticos e pelos analistas.
E é por isso que devemos prestar atenção no que ele já disse. Na semana passada, após ser eleito com folga prefeito de Londrina, Barbosa Neto fez um tour por Curitiba e Brasília. Conversou com políticos de todos os matizes, mas principalmente com políticos alinhados com seu partido. Esteve com o governador Roberto Requião (PMDB), mas também com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT), com o presidente estadual do PP e deputado federal Ricardo Barros, com o ministro das Cidades, Márcio Fortes (PP) e com o vice-presidente José Alencar (PRB).
E se os seus encontros já não falassem por si, ele resolveu falar. Em reportagem de Elizabete Castro, na edição de quarta-feira de O Estado, ficou registrada a posição de Barbosa Neto: “O prefeito eleito de Londrina é o primeiro pedetista a se posicionar publicamente a favor de uma aproximação entre o senador Osmar Dias (PDT) e o PT, contrariando setores do PDT que preferem apostar na coligação com o PSDB e no apoio dos tucanos ao senador pedetista. ‘Sou uma voz discordante no partido. Mas acho que o PDT deve se aliar ao PP e PT. Esta é uma aliança coerente com a base de apoio do governo federal’, declarou”.
Barbosa não disse isto à toa. Se afirmou ser “voz discordante”, ao mesmo tempo não escancararia uma discordância deste tamanho (que, em tese, seria capaz de rachar o PDT paranaense) se não tivesse algum respaldo. O prefeito eleito sabe do que está falando – justamente o que os aliados que o ajudaram em Londrina queriam. E colocou uma grande pedra na possibilidade de aliança entre Osmar Dias e o PSDB.