Dias que demorarão a passar para alguns candidatos. Talvez o que mais verá o relógio “não andar” será o atual prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), que tenta a reeleição. Com ampla vantagem sobre seus rivais – a menor distância dele nas pesquisas para a segunda colocada, Gleisi Hoffmann (PT), é de 53 pontos percentuais -, ele vai tentar apressar a passagem do tempo para ratificar sua vitória no primeiro turno.
Mas algumas cidades ainda precisam ver sua decisão acontecer. Há indefinição em cidades da Região Metropolitana de Curitiba e nas principais localidades do interior. A que atrai mais a atenção é Londrina. Com cinco candidatos de porte na disputa, a eleição pode sofrer uma reviravolta com a possível anulação da candidatura de Antonio Belinati (PP) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O fato de ele ter tido, como prefeito de Londrina, as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), pode retirá-lo da campanha. O Ministério Público pediu a cassação da candidatura, o Tribunal Regional Eleitoral acatou e Belinati foi ao TSE para sua última cartada.
Fica a dúvida de como se comportaria o eleitorado londrinense com uma possível saída do primeiro colocado nas pesquisas de opinião. Barbosa Neto (PDT), o segundo colocado, é na teoria o contraponto de Belinati, e não deve ser beneficiado. Podem aparecer na reta final mais eleitores para Luiz Carlos Hauly (PSDB) e também para Luís Eduardo Cheida (PMDB), que já foi prefeito da cidade. André Vargas (PT) não pode também ser desprezado.
Também gera dúvida a reação de Antonio Belinati. Político matreiro, sabe que sua reação em uma possível cassação pode decidir o pleito. Ele pode ser o fiel da balança da decisão em Londrina mesmo fora da disputa nas urnas. Como tem popularidade e rejeição em patamares semelhantes, pode usar tudo isto para ajudar algum candidato. Ou para atrapalhar outro. A maior cidade do interior do Estado (e da região Sul do Brasil) viverá dias tensos até o próximo domingo.