Londrina vive um período de efervescência política. A quase certa realização de um “terceiro turno” na cidade, por conta da cassação do registro de candidatura do deputado estadual Antonio Belinati (PP), vencedor nas urnas da eleição de outubro do ano passado, está deixando a classe política local em polvorosa. A escolha do presidente da Câmara Municipal, que ocupa a prefeitura interinamente, mostrou que aliados de ontem podem ser rivais de hoje E vice-versa.

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As idas e vindas têm uma data de início. A véspera da data-limite para o registro das candidaturas, quando o deputado federal Alex Canziani (PTB) decidiu retirar-se da disputa e apoiar o também deputado federal Barbosa Neto (PDT). Mais tarde, a aliança ficou arranhada no segundo turno, quando Barbosa apoiou Belinati e o PTB se aproximou de outro deputado federal, Luiz Carlos Hauly, candidato do PSDB. O curioso é que Barbosa e Hauly agora devem se enfrentar para decidir quem será o prefeito de Londrina. O PTB vai para qual lado?

Bem, na eleição da mesa diretora da Câmara Municipal o petebista Padre Roque, eleito presidente e agora prefeito interino, teve apoio do PSDB, do PT (de Nedson Micheletti) e do PMDB (de Luiz Eduardo Cheida), três partidos que já estavam “conversando” no segundo turno. Pode representar um caminho para o “terceiro turno”? É possível, mas não se pode cravar a possibilidade.

O PDT de Barbosa Neto tenta aglutinar seu grupo e partir para a luta nas urnas. Na edição de domingo de O Estado, o repórter Roger Pereira explica a tática pedetista: “Através da rede de internet do PDT, Barbosa, em mensagem de ano novo, conclamou os correligionários a apoiarem sua candidatura. ‘Vamos formar uma corrente e enfrentarmos o poder do dinheiro e dos golpes sujos que já recebi no 1.º turno com mobilização e princípios pedetistas’”. É praticamente uma convocação para uma guerra. Por isso, Londrina que fique preparada para os trepidantes próximos capítulos da novela eleitoral.

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