Quinta-feira foi apresentado, em reunião do Comitê Executivo do Paraná para a Copa do Mundo de 2014 (que será no Brasil), o plano de mobilidade urbana de Curitiba, que será apresentado à Fifa e para os técnicos recrutados pela entidade máxima do futebol mundial para avaliar a viabilidade dos projetos. Agora favorita a receber partidas da competição, com a ampliação das cidades-sede de dez para doze, Curitiba acelera o trabalho, e conta agora com a unidade das forças envolvidas para garantir a presença do Paraná no torneio mais importante do esporte mundial.
A união – de governo estadual, prefeitura, entidades esportivas e iniciativa privada – é fundamental para o sucesso do plano. Acima das torcidas pelos clubes de Curitiba, o que vale é a relevância da realização da Copa do Mundo no Estado. Sabe-se que há torcedores de Paraná Clube e Coritiba que não aceitam a escolha do Estádio Joaquim Américo, propriedade do Atlético, mas a decisão foi tomada e agora cabe aos paranaenses encamparem a ideia.
E mesmo quem não se interessa em futebol, e pode se preocupar com um mês de tormento em 2014, não podemos esquecer dos benefícios de um evento deste porte na capital do Paraná. O repórter Cahuê Miranda, na edição de ontem de O Estado, contou algumas das obras que serão feitas: “A Praça Afonso Botelho, em frente à Arena, será totalmente reformulada, para se tornar uma área de lazer e convivência. Parte dela será coberta. (…) Todas as vias num raio de dois quilômetros ao redor da Arena serão recuperadas e o canteiro central da Rua Visconde de Guarapuava se tornará uma ciclovia. Além disso, estão previstos três pontos de metrô na Sete de Setembro e um na República Argentina”.
Isto apenas na região da Arena da Baixada. Mas toda a estrutura turística da cidade (incluindo o Aeroporto Afonso Pena, a rodoferroviária e as principais vias de Curitiba) será adaptada. São obras que não terminam ao apito final do árbitro. Ficarão para a população de Curitiba.
E este é o principal resultado positivo da Copa do Mundo.