Pedro Antônio Bernardi

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Nesta sexta-feira, 30 de novembro, dom Moacyr José Vitti festeja 67 anos de vida e, em 16 de dezembro próximo, celebra 40 anos de ordenação sacerdotal. Assumiu o cargo de arcebispo da Arquidiocese de Curitiba em 19 de maio de 2004. Onde quer que esteja, ajuda a tomar decisões eficientes, eficazes e efetivas. Evangeliza por meio de pregações, publicações, presença, testemunhos e cantos. Conhece largamente administração, economia e finanças. Convive com múltiplas realidades sociais e interpreta as leis com senso cívico. Acompanha as obras da igreja e das instituições religiosas com zelo e carinho.

Discretamente, dom Moacyr trabalha e opera grandes obras e mudanças na arquidiocese. Como gestor, distingue-se pela diligência, solicitude e disposição para pensar, decidir e agir democraticamente sobre questões reais da vida em comunidade. Está sempre disposto a traçar em conjunto perspectivas para as pessoas crescerem seguras, felizes e unidas. A união e modernização da igreja são processos trabalhados, construídos e revigorados em harmonia.

Como religioso, quer ver todos bem e felizes. Sempre diz que a felicidade é resultado das atitudes, bom senso, vontades, decisões e escolhas. A sua maior esperança é ver a humanidade em paz. Gosta de colocar as cartas na mesa. Certas respostas não são encontradas nos livros, nas ciências e na economia, mas no coração e na alma. As mudanças e evoluções são aceitas pacificamente, por meio da conversa sincera e fraterna, franca e transparente.

Uma das preocupações de dom Moacyr é com a falta de diálogo na família, na empresa, na escola e, às vezes, também no interior das próprias comunidades religiosas. A falta de diálogo limita, frustra e dificulta o desenvolvimento e a participação. Não preenche necessidades, nem manifesta afetividade. Dialogar é exprimir opiniões, experiências e conhecimentos. O diálogo infunde sentimentos e completa a integração e o potencial do amor. É uma das muitas formas de amar o próximo e proporcionar bem-estar ao semelhante. Ele integra afinidades e interesses recíprocos, consolida a liberdade e perpetua o encontro.

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Edifica, liberta e gera respeito. Por meio do diálogo, tudo pode começar ou continuar a melhorar.

Plagiando padre Orlando Cambi, do Oásis, dom Moacyr é arcebispo que ama o seu rebanho, está sempre perto para ajudar, faz como e o que Deus quer, nunca descansa para fazer o bem, vê as atribulações e acode as misérias, pede bondade e reconciliação, tem coração de pai e de mãe que amam seus filhos, não deixa errar, faz o irmão subir, sorrir e compadecer-se.

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Esclarece e educa por meio de artigos e publicações diversas. No cerne das mensagens, existe um rosto cheio de verdades sábias, sentimentos fraternais e filosofia pessoal. Há certos conteúdos essenciais que são descobertos aos poucos, seguindo o curso de muita leitura. São hábitos, gestos e portas que se abrem para aquele conhecimento maior.

Encontram-se nas mensagens faladas e publicadas de dom Moacyr experiências do verdadeiro humanismo cristão e vivências do Evangelho.

?Por mais que se conheça o arcebispo pelos seus ensinamentos e obras, é muito pouco do quanto ainda a gente precisa conhecê-lo?, sublinha Alberto Postai, integrante do Círculo Trentino de Curitiba. Vitti conquistou confiança e admiração do povo, por ser fiel e companheiro de todos. Por certo, não há religião, nem educação, sem amizade, cordialidade e exemplaridade. É amado porque se identifica e vive como Jesus viveu: no meio do povo.

Pedro Antônio Bernardi é jornalista, economista e professor, consultor de comunicação social, autor do livro Palavra amiga. pedro.professor@gmail.com.