O taxista usa. A manicure também. O cobrador de ônibus idem. Quanto mais o tempo passa, mais máscaras cirúrgicas são vistas nas ruas e nos ambientes de trabalho -elas e os dispensadores de álcool gel, que agora abundam em todos os cantos, nos mercados, shoppings e empresas. É a forma que as pessoas têm para continuar tocando a vida, pois a paranoia da gripe A (H1N1), apelidada de gripe suína, está deixando muita gente à beira de um ataque de nervos.

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E é impossível convencer a população que o momento não é tão desesperador. Alguns tentam alegar que há pessoas morrendo de câncer, em acidentes de trânsito e em assaltos à mão armada, talvez mais do que da gripe suína. Mas a preocupação tomou conta, e cada um está lutando com o que pode.

Até a política entrou na dança. A matéria da repórter Elizabete Castro na edição de ontem de O Estado contou o que está acontecendo no Paraná: “Em decorrência do temor de contaminação e disseminação da gripe H1N1 (Influenza A), a Assembleia Legislativa bloqueou o acesso público às galerias na sessão de instalação do segundo semestre legislativo. As tribunas de honra, reservadas aos convidados e assessores dos deputados, situadas ao lado do plenário, também ficaram vazias no primeiro dia de sessões (…). Na Câmara Municipal de Curitiba, a Mesa Executiva anunciou algumas providências para evitar a disseminação da doença. Entre elas, a mudança no horário de realização das sessões plenárias, do expediente interno e a suspensão dos eventos já agendados”.

As medidas tomadas nos parlamentos estadual e municipal são compreensíveis. Não custa nada evitar possíveis focos de contágio e maiores complicações com o passar dos dias. Muitas empresas estão tomando iniciativas semelhantes, para que a gripe suína não se espalhe mais. É uma espécie de adaptação generalizada.

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O incrível é pensar que o parlamento, a casa de leis, onde o povo é representado e tem livre acesso, está fechado para a participação popular. E todo mundo aprovou.