Em visita a Curitiba na última sexta-feira, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, demonstrou seu estilo falastrão e bem-humorado. Adepto das frases retumbantes, o também presidente nacional do PDT é um daqueles típicos seguidores da cartilha de Leonel Brizola – mais no estilo que na essência. Mas seu jeitão diferente está marcando a política brasileira. E ele colocou mais fogo na sucessão estadual de 2010.

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Usando a tática do “bate e assopra”, Lupi deixou a porta aberta para seu partido conversar com todos os outros, seja de qual lado for. “Essa questão (alianças), aqui, fica a cargo do próprio senador”, disse o ministro, em declaração registrada pelo repórter Roger Pereira e publicada na edição de sábado de O Estado. Portanto, ele não criou nenhum empecilho para possíveis coligações com partidos distantes da base aliada do governo Lula, como o PPS, ou oposicionistas de carteirinha, como PSDB e DEM.

Bem, até certo ponto. A declaração não terminou ali, ela continuou: “Ele é o presidente regional do partido e está mais que habilitado pela representação que tem e pela quantidade de votos. Apoio não se discute, se aceita. Quem quiser apoiar o Osmar Dias será bem-vindo”, completou Lupi.

Agora o panorama se define. Lupi coloca o PDT, Osmar Dias e a própria aliança que quase o elegeu governador em 2006 em xeque. Afinal, a orientação do presidente nacional do partido é que “quem quiser apoiar o Osmar Dias será bem-vindo”. Então, não há nenhum outro cenário para o partido e para o senador paranaense que não seja a candidatura ao governo do Paraná.

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É uma manifestação clara, que encerra qualquer possibilidade, aventada por políticos do PSDB, do DEM e do próprio PMDB, de Osmar sair candidato à reeleição no Senado Federal. Apoiando ostensivamente o senador, Carlos Lupi tenta dar uma virada no jogo sucessório – ou para fazer o grupo de tucanos e democratas entrar de vez na nau pedetista, ou para implodir a grande aliança de oposição no Paraná e colocar Osmar e o PDT do Estado no barco de Dilma Rousseff e do PT.