Os últimos sete dias não foram dos melhores para o governador Roberto Requião. Já começou com os resquícios da matéria do programa Custe o que custar (CQC), da Rede Bandeirantes, que reprisou críticas na segunda-feira, partindo inclusive para a chacota. Seguiu com a péssima repercussão do projeto que pretende abolir os estrangeirismos, e terminou com a falta de acordo com o PT, que encaminharia sua candidatura ao Senado Federal na eleição de 2010.

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Tudo que o governador fez e faz nos últimos meses tem o nítido propósito de pavimentar o caminho para Brasília – e olha que Requião é, em qualquer cenário, o líder das pesquisas. Mas, escaldado com o que já aconteceu em pleitos anteriores, ele quer um palanque forte e uma caminhada sem percalços. Daí as tratativas com o PT (e com o PSDB também) e a extenuante agenda de entrega de obras, ambulâncias e ônibus escolares.

Mas a tentativa de permanecer o maior tempo possível na mídia está escorregando nos atos.

A história dos ônibus escolares virou assunto no País inteiro, vinculando o governador ao pior estilo populista. A ideia de acabar com os estrangeirismos no Estado foi encarada como piada e criticada com veemência por todos os setores da sociedade – até aqueles que defendem a língua portuguesa com toda força.

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E, principalmente, as conversas com o PT não frutificaram. Pelo contrário, andaram para trás na semana, porque nenhum lado cedeu e os petistas estão decididos em buscar um palanque forte para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e isto implica em apoiar o senador Osmar Dias (PDT), e não o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), como quer Requião. Como ele não quer saber do senador, o pretenso entendimento pode virar pó.

O melhor momento do governador foi pedir regime de urgência na PEC da Transparência. De resto, foi um período de dissabores, que certamente ele e seus áulicos quererão esquecer. Em vez disso, talvez fosse mais interessante rever os fatos e pensar nas atitudes. Nunca é tarde para aprender e mudar.

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