Após o pedido de coerência feito pelo PT, verbalizado pela presidente do partido no Paraná, Gleisi Hoffmann, os citados resolveram se manifestar. Ontem, O Estado teve como principal matéria a resposta de PDT e PMDB às reclamações do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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O texto do repórter Roger Pereira registra a posição de pedetistas e peemedebistas: “O presidente do PDT, deputado Augustinho Zucchi, disse não haver incoerência alguma nas conversas com o PSDB, uma vez que os partidos, no Paraná, já estiveram juntos em algumas campanhas desde 2004. Ao mesmo tempo, por fazer parte do governo Lula, Zucchi acredita que é possível o entendimento com o PT também no Paraná. (…) Waldyr Pugliesi, presidente estadual do PMDB, devolveu a cobrança ao PT. ‘Dentro do PT também tem gente que conversa com muitos que não têm nada a ver com o próprio PT. Eles querem dar suporte à candidatura da ministra Dilma (Rousseff, pré-candidata à presidência) e estão conversando com todo mundo’, disse, sem citar diretamente o nome do senador Osmar Dias”.

Não parece uma conversa de surdos? Cada lado pede a mesma coisa para os outros e ninguém se entende. Olhando individualmente cada sigla, é possível compreender o que acontece. Do lado petista, o importante é reunir apoios para dar força ao palanque de Dilma. No momento, o candidato local mais próximo do presidente é o senador Osmar Dias (PDT), enquanto o PMDB do governador Roberto Requião é alinhado há mais tempo.

Para os brizolistas, o fundamental é garantir a candidatura de Osmar. Para isso, tanto faz se ele sair com apoio do PT quanto do PSDB, desde que o senador seja cabeça-de-chapa. E os requianistas querem pavimentar o caminho para a eleição do governador para o Senado. Daí o interesse em conversar com todo mundo -menos com a ala do PSDB fechada com o prefeito de Curitiba, Beto Richa, pois Requião tenta cacifar a candidatura do senador tucano Alvaro Dias.

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Cada um tem seus motivos. Mas é difícil que eles consigam se unir. Está mais para ligação explosiva que para coligação.