Passa ano, entra ano. Passa feriado, entra feriado. E mesmo hoje, véspera de Natal, há pessoas sofrendo nos aeroportos do Brasil. Atrasos e falta de explicações se acumulam por todo o País, e (como sempre) a situação só fica ruim para os passageiros. As principais companhias aéreas estão transformando o período que deveria ser o mais alegre do ano em um martírio para quem resolveu viajar.
Nestes últimos dias, alguns termos estão voltando ao vocabulário dos brasileiros. O mais comum deles é o “overbooking”, quando uma companhia vende mais passagens que os lugares de um avião. A situação provoca, além do constrangimento das pessoas que acabam tendo o mesmo cartão de embarque, apontando a mesma poltrona, atrasos e confusões nas salas dos aeroportos.
Resultado? As cenas que já conhecemos: filas intermináveis (para fazer o “check-in”, para embarcar, para ir ao banheiro, para fazer um prosaico lanche), salas de embarque lotadas (gente sentada e deitada no chão), irritação dos passageiros, falta de informação das companhias e atrasos que se acumulam.
De uma hora para outra, como se o Brasil não estivesse preparado para o aumento da demanda no final do ano, os aeroportos lotam, os atrasos aumentam e quando se vê metade dos vôos programados fora do horário. A Infraero, que deveria impedir estes desatinos, vê-se na condição de fiscal de uma “obra pronta”, obrigando a empresa a aplicar multas que logo são questionadas pelas companhias.
Enquanto isso, o problema não se resolve. Pior, se agrava com situações que, em um país mais organizado, seriam levadas na esportiva. Por exemplo: um problema com as esteiras de bagagens, algo difícil, mas plausível, quase causou uma confusão no Aeroporto Internacional de São Paulo.
O triste desfecho desta história tem como protagonistas os passageiros. Alguns sonham apenas em conseguir chegar hoje nos seus destinos a tempo de desejar Feliz Natal a parentes e amigos. Não se exige muito mais que isso em uma véspera de Natal. Até porque esperar espírito natalino das companhias aéreas é complicado.