“Imprensa, Supremo Tribunal Federal (STF) e, até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram alvos do governador Roberto Requião (PMDB) na Escola de Governo de terça-feira. Na reunião, em que dedicou parte do tempo a exaltar o Museu Oscar Niemeyer (MON), administrado por sua esposa, a secretária especial Maristela Requião, o governador reclamou que o presidente Lula parou de repassar recursos ao museu; criticou a imprensa por questionar a compra do terreno para a construção do Centro Judiciário e atacou o STF por condenar as invasões de terra e o repasse de recursos públicos para o MST”.

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A matéria do repórter Roger Pereira, principal da edição de ontem de O Estado, conta o dia de fúria de Requião após as más (para ele) notícias dos últimos dias – afastamento do governo federal, aproximação entre o PT e o PDT de Osmar Dias, as denúncias contra a primeira-dama, o afastamento do irmão Maurício Requião do Tribunal de Contas do Estado.

Sem aquela verborragia desesperada que o marcou nos últimos anos, o governador falou baixo, mas atacou todo mundo. Por mais que o estilo tenha mudado (e por isso a repercussão nem foi tão grande), o mandatário do Palácio das Araucárias continua não aceitando que os outros poderes e a imprensa contestem suas decisões. Ou que a política ande normalmente sem suas bênçãos.

O problema é que o mundo não é “requiãocêntrico”, se é que cabe o neologismo. O governador não é o centro das atenções, não é o oráculo que sugere os passos de todos os políticos, juizes, repórteres e pessoas de bem do Brasil. E, por mais que ele não consiga acreditar, nem tudo que Roberto Requião pensa e decide é certo.

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Pelo contrário – nos últimos tempos, as medidas e atitudes tomadas pelo mandatário do Palácio das Araucárias vão de encontro ao bom senso. Manter parentes próximos do poder, entrar em rota de colisão com aliados, não aceitar contestações, distanciar-se dos bons políticos e achar que a imprensa é um dragão não adianta nada. Não é assim que se faz um homem público de nível.