A notícia explodiu na sexta-feira, e só foi confirmada oficialmente na manhã do sábado: foram identificados dois casos da gripe influenza A (H1N1) no Paraná. Relatou a repórter Cíntia Végas, na edição de domingo de O Estado: “O primeiro caso é de um homem de 26 anos, empresário e morador de Foz do Iguaçu, na região oeste. ‘O paciente foi a Buenos Aires em 10 de junho, retornando ao Brasil em 15 de junho. Nesta mesma data, ele foi a Brasília (DF), onde, no dia 16, teve febre, tosse, calafrios, dores no corpo e nas articulações, procurando um serviço de saúde’, informou o secretário de Estado da Saúde, Gilberto Martin. O segundo caso confirmado é de uma mulher de 40 anos, que mora em Curitiba e trabalha como profissional liberal da saúde. Ela também esteve em Buenos Aires”.
A coincidência dos casos nem surpreende, porque a “rota do vírus” seguiu justamente esta receita – uma pessoa vai a um país com casos já confirmados e é infectado; volta e descobre que está com a doença antes chamada de “gripe suína”. Foi assim que a influenza A saiu do México para os Estados Unidos, e de lá para o resto do mundo.
No Brasil, são mais de 130 casos confirmados, além de outros tantos ainda sob observação. No momento em que a gripe saiu do noticiário, por deixar de ser novidade, o número de infectados aumentou sensivelmente. Talvez por isso, o governo federal resolveu investir em publicidade e inserir anúncios sobre a influenza A nos jornais e na televisão.
E é bom que seja assim, pois ainda é preciso muito cuidado com a gripe. Não há nenhum remédio específico para combater o vírus H1N1, e a transmissão acontece das maneiras mais prosaicas. O secretário estadual de Saúde, Gilberto Martin, fez o certo ao programar uma entrevista coletiva, pois é preciso sempre alertar a população para se cuidar e prestar muita atenção aos sintomas da influenza A. Por sinal, não é demais repetir – se sentir febre, tosse, calafrios, dores no corpo e nas articulações, procure imediatamente o posto de saúde mais próximo.