A força de José Alencar

O vice-presidente da República, José Alencar, é um vitorioso. É um empresário bem-sucedido, é um político consagrado (afinal, já tem oito anos como senador e seis como vice-presidente) e tem o respeito dos brasileiros de todas as ideologias. Mesmo sendo um ferrenho aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele nunca deixou de emitir sua opinião, às vezes contrária às decisões oficiais, mas sempre mostrando independência e espírito público.

Nos últimos tempos, José Alencar também prova ser um vitorioso na luta pela vida. O vice-presidente enfrenta uma série de problemas médicos, todos relacionados a tumores benignos e malignos que “teimam” em aparecer. Domingo passado, ele passou por uma cirurgia de incríveis dezessete horas, para a retirada de tumores na região abdominal. Participaram do procedimento dez médicos, entre oncologistas, cardiologistas e infectologistas foi retirada uma porção do intestino delgado, uma parte do intestino grosso e de dois terços do ureter. Logo depois, foi submetido a uma rigorosa sessão de quimioterapia.

Aqui, cabe um parêntese. Quem já teve que passar por um tratamento quimioterápico, ou teve pessoas próximas que passaram por isso, sabe a violência da medicação. A pessoa não sai a mesma – a queda de cabelos, percepção visível do tratamento, talvez seja dos problemas mais simples. O organismo é duramente atingido pelos remédios, medida imperiosa para promover a rápida recuperação e para evitar que surjam novos tumores.

Imagine, então, passar por quimioterapia depois de dezessete horas de cirurgia. O vice-presidente passou. E está surpreendendo os médicos mais uma vez. “Até aqui, a recuperação é surpreendente, levando-se em conta a extensão da cirurgia”, disse o cirurgião Ademar Lopes, coordenador da junta médica que cuida de José Alencar.

É comovedora e empolgante a recuperação do nosso vice-presidente. Como disse Lula ao visitá-lo, ele é “uma voz que alerta a sociedade”. E, sob efeito de remédios e respirando por aparelhos, José Alencar mostra à sociedade que a luta continua. Até quando ela pode parecer perdida.

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