Antonio Belinati conseguiu. Impressionante a capacidade de recuperação de um político que por pelo menos três oportunidades já foi considerado “acabado”. Agora, ele se consagra prefeito de Londrina pela quarta vez, e se auto-intitulando “o maior vencedor de eleições do Paraná”.
Imaginava-se que desta vez ele não venceria. Primeiro, pela força dos outros candidatos -Londrina teve a lista de “prefeituráveis” mais relevante do Estado. Depois, pelos seus próprios problemas, com dezenas de processos contra si por improbidade administrativa e má gestão do dinheiro público. E também pela dificuldade em encontrar alianças, certamente motivada pelas duas razões citadas acima.
Mesmo assim, isolado, contando só com o seu partido, o PP, Antonio Belinati não desistiu. Apoiado em sua popularidade nos grotões, sempre liderou as pesquisas de intenção de voto e venceu o primeiro turno. Teve como adversário Luiz Carlos Hauly (PSDB), que reuniu praticamente todo o espectro político do Estado. Beto Richa, Alvaro Dias, Osmar Dias e até José Serra estiveram em Londrina para apoiar o deputado federal. Mas deu Belinati.
Ele foi mais uma vez eleito porque a população da periferia não se preocupa com os desvios que o agora prefeito cometeu nos últimos mandatos – e que levaram-no à cassação, em 2000. Quer mesmo saber do político que vai até a casa deles e promete melhorar suas vidas. É por isso que os moradores dos Cinco Conjuntos só votam em Belinati. É nele que eles confiam, pois foi ele quem construiu o megaconjunto habitacional.
E o ainda deputado estadual se configura em uma fênix a fênix londrinense. Enquanto muitos imaginavam que a “era Belinati” tinha acabado com a cassação, foram surpreendidos com a eleição dele para a Assembléia Legislativa, em 2006. Agora, esperava-se Barbosa Neto (PDT) ou Hauly na prefeitura, mas quem ganhou foi ele. Que mostra uma força política na segunda cidade do Paraná maior do que todos os analistas imaginavam. Quem segura Antonio Belinati?