Você acredita no que fala um líder do PMDB? Os comandantes nacionais do partido continuam fechando os olhos para os desvios de conduta de vários parlamentares, e abrigam no mesmo guarda-chuva cidadãos complicados como os senadores José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL) e figuras eminentes como o também senador Pedro Simon (RS).

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Aqui, no Paraná, o partido se reuniu com festa no Jockey Clube do Paraná, sábado, e anunciou com pompa o apoio irrestrito, inclusive do governador Roberto Requião, à pré-candidatura do vice-governador Orlando Pessuti ao governo do Estado na eleição de 2010. O repórter Roger Pereira escreveu sobre o assunto na edição de domingo de O Estado: “O governador disse que aceita conversar com o PT, caso ocorra uma aliança nacional entre os dois partidos, mas descartou, também, a possibilidade de o PMDB apoiar Osmar Dias (PDT) nas eleições estaduais, como sugeriu o próprio presidente Lula, que vem ao Paraná amanhã e conversará com Requião e Osmar. Para o governador, a única chance de o PMDB estar junto com o PDT já no primeiro turno do ano que vem é com Pessuti na cabeça da chapa. (…) O presidente estadual do PMDB, deputado Waldyr Pugliesi, repetiu que não aceitará coligação com partidos da direita”.

O repórter evitou as palavras de baixo calão do governador, que não convém serem repetidas. Mas o interessante da história é imaginar que toda a falação do mandatário do Palácio das Araucárias e do seu áulico presidente estadual do partido pode ficar apenas nisso, em falação.

Segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no Paraná, e iria conversar sobre sucessão estadual com o governador. E se o presidente pedir apoio para Osmar Dias, será que Requião vai falar que “não aceita coligação com partidos da direita”? Vai dispensar o palanque que ele tanto quer para pavimentar seu caminho para uma eleição tranquila para o Senado?

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Orlando Pessuti, um dos grandes políticos do Paraná, precisa ficar alerta. Que ele não confie nas palavras, e espere os atos daqueles que dizem o apoiar.