Na segunda, reiniciaram os trabalhos na Assembleia Legislativa do Paraná. Muita pompa, muita circunstância. Presença dos principais nomes da política paranaense -presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), prefeito de Curitiba, governador do Estado. Tudo muito bonito, todos convivendo em calculada harmonia. E a palavra de ordem na nossa casa de leis é “transparência”.
O repórter Roger Pereira, na edição de domingo, de O Estado, já captara a movimentação dos deputados estaduais: “O texto do novo regimento interno, que além de regular as atividades do Legislativo atende a essa demanda por transparência, está pronto desde o final de 2007, mas passou todo o ano passado sem ser votado pelos deputados. Agora, ele volta a ser prioridade para 2009. Pelo menos no discurso”.
Na matéria, há dois depoimentos do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nelson Justus (DEM). No primeiro, de fevereiro do ano passado, ele disse que 2008 seria marcante por conta da, entre outras coisas, aprovação do novo regimento interno. No segundo, após ser reeleito, no final do ano, garantiu que o regimento (“matéria tão importante”) seria discutido pelos deputados, “para que eles possam retocá-lo e melhorá-lo”.
Bem, vem o início do ano legislativo e o assunto principal da Assembleia foi a criação do fundo de previdência dos deputados. Parece ser este o tema mais caro para Vossas Excelências. Perguntado sobre o assunto, o governador do Paraná Roberto Requião saiu pela tangente, dizendo-se contra o fundo, mas dizendo que vai reencaminhá-lo para a casa quando receber o projeto. Fazendo isso, joga para a torcida, apresentando-se contrário ao posicionamento da Assembleia, mas permitindo que o fundo seja pronulgado pela mesa.
Saber disso força-nos a pensar se haverá a tal transparência prometida pela mesa diretora. Acontecendo isto, o que seria louvável (mesmo que, convenhamos, seja uma obrigação do Legislativo), esperamos poder acompanhar como será o desenvolvimento do fundo de previdência, que tanto mal-estar gerou na sociedade paranaense.