Oportuna a matéria do repórter Roger Pereira na edição de ontem de O Estado: “Se o cenário para a sucessão do governador Roberto Requião (PMDB) em 2010 ainda é incerto, com indefinição sobre quem serão os candidatos e quem os apoiará, na disputa pelas duas cadeiras do Paraná no Senado que estarão em jogo no ano que vem, os postulantes já estão se definindo”.

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Apesar de ficar em segundo plano no noticiário, as vagas abertas no Senado Federal (de Osmar Dias, do PDT, e Flávio Arns, do PT) serão alvo de ferrenha disputa. E a eleição para o governo do Estado terá influência brutal no pleito para a câmara alta. Até pelo fato de que pelo menos um potencial candidato ao governo – Osmar Dias – pode decidir por tentar a reeleição, embaralhando ainda mais o jogo sucessório.

Os atuais pré-candidatos são o governador Roberto Requião (PMDB), os deputados federais Abelardo Lupion (DEM), Ricardo Barros (PP) e Gustavo Fruet (PSDB), e a presidente do PT no Paraná, Gleisi Hoffmann. Todos não teriam maiores empecilhos para emplacarem suas candidaturas – inclusive pelo fato que partidos ou coligações poderão indicar dois nomes para a eleição.

Em 2010 deveremos ter a formação de dois grandes blocos: um deles liderado pelo PT, o outro comandado por PSDB e DEM. Até aí, tudo bem, mas o posicionamento dos outros partidos faz diferença. O PP deve embarcar na nau petista, mas, no resto, tudo pode acontecer.

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O PMDB acena para os dois lados. O atual mandatário do Palácio das Araucárias vai apostar em quem estiver mais forte no início de 2010 – se fosse hoje, iria com o PSDB, desde que Alvaro Dias saísse candidato ao governo.

O PDT quer emplacar Osmar Dias como postulante ao Palácio Iguaçu, e no momento a hipótese mais interessante seria a união com o PT. Mas a manutenção da grande aliança das oposições é possível, e aí ele tanto poderia ser candidato ao governo quanto ao Senado (em uma chapa encabeçada por Beto Richa).

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Imaginando que ainda podem entrar na briga Flávio Arns e Rubens Bueno (PPS), vai sair faísca.