Um inglês básico ( mais do que básico ) é básico ( mais do que básico ). Aconselho se aprofundar mais para facilitar a vida lá fora, caso pretenda sair do país. Esse negócio de ir se aventurar no exterior com lembranças das aulinhas de inglês do colégio para ver no que dá ( falando de Brasil principalmente ), me desculpem os irmãos de Governador Valadares-MG ( Acredito que é a cidade que mais enviou  brasileiros para os States, por exemplo  ), isso é roubada ! Pode até ser que um ou outro tenha se dado bem … lavando pratos, varrendo chão de lanchonetes ou lavando defunto por uns 3 ou 4 anos, dá pra você ? Pode até mesmo saber o que ou como fazer uma pergunta, mas está preparado para entender a resposta ? Isto é bem mais difícil, considerando que pode obter sua resposta com outra pergunta, e aí ? Se não estiver preparado já era ! É necessário saber fazer um diálogo básico ( mais do que básico ), uma conversa básica ( mais do que básica ) …

     A grande maioria das pessoas que se aventuraram em morar no exterior se deu mau, sem uma programação, preparo, apoio ou certa garantia. Aí sim é arriscado trocar uma vida por outra apostando tudo. Diferente de fazer um passeio, que mesmo assim exige planejamento … e quanto mais souber de inglês, garanto que é melhor para você. Quem fala que não faz diferença, está mentindo ! Experimente então sair aí na sua cidade gaguejando nada que se entenda apenas com gestos e papéis que vai ver a dificuldade e a diferença. Portanto, ajuda muito. Sem esquecer que a visão das pessoas do lado de lá do globo são diferentes da sua do lado de cá … e isto também é um dos atrativos para quem viaja : A curiosidade e diferença.

     Também não se iluda por algumas novelas brasileiras, onde todos falam português, até os estrangeiros ! E no exterior !? Incrível !! Que bom que fosse assim, ” o mundo falando português “, seria muito diferente para nós latinos, e principalmente brasileiros. E são novelas premiadas lá fora, mas que deveriam ser mais realistas colocando legendas em certos momentos para que percebêssemos ou mostrasse e aproximasse de tal realidade. Privilegiados os que nasceram aprendendo a língua internacional inglesa que facilita para quem viaja pelo mundo sim, ainda mais os diferentes sotaques que também existem no Reino Unido, Austrália, etc … alguns são tão difíceis de entender que nem parece inglês !!

     Alguns viajantes metem a cara mesmo sem falar absolutamente nada de outra língua, não sei como conseguem se virar sozinhos apenas com gestos como citei. Acredito que a maioria se mete mesmo nas excursões e/ou grandes grupos padrões com guias ou alguém que lhes ajude, claro. Já aconteceu comigo várias vezes algum brasileiro querer ” se encostar “durante toda excursão para que eu ficasse de tradutor para o espertinho. Alguma coisa a gente sempre ajuda, não há problema, mas já percebi gente folgada e interesseira neste sentido. Se o leitor é um desses aventureiros que viajam sem falar nada, então imagine se falasse inglês ? Destaco o inglês por ser a língua mais internacionalizada e fácil de se achar em qualquer lugar do mundo e afirmo que saber se comunicar bem lá fora faz mesmo a diferença. Inglês é falado em todo lugar turístico !

     Até hoje me esforço para tentar ficar totalmente fluente com meus altos e baixos. Gostaria é não ter de me preocupar com isto, coisa que qualquer americano ou europeu não precisa, explicando quando citei serem privilegiados que nascem falando inglês, considerando que praticamente todos os europeus já nascem falando a sua língua natal e o inglês, pois quase todos dominam este idioma. Isso sem falar nos preços em dólares ou em euros lá fora, que para os brasileiros e sulamericanos fica mais complicado também devido a desvalorização oscilante das moedas locais por aqui.

     Certa vez li na Revista Veja que apenas 10% da população brasileira estuda inglês … isso é um absurdo ! E, dentro desses 10% que estão estudando, 95% não estão aprendendo nada !! Falar o que disto ? Se o Brasil falasse uma segunda língua, isso já modificaria nosso status lá fora e facilitaria, com certeza, muito a vida dos viajantes, pois mesmo falando o idioma americano ou britânico pode ser meio complicado ” voltar a se adaptar ” a ele ou praticá-lo por aqui, já que falando e pensando português 24 horas fica mais difícil chegar à fluência total inglesa ( ou qualquer outra que seja ). Nada que algumas viagens e/ou intensa dedicação pessoal também não ajude, é questão da determinação de cada um. Eu mesmo, apesar de saber me comunicar, sofro com certos sotaques ou esquecimentos, gostaria de ter tido oportunidade de viver fora por um bom tempo, por outro lado, soube de pessoas que  estudaram no exterior e falam menos que eu, é tudo muito relativo.

     Poucos são os países e lugares que se fala realmente o português pelo mundo e ainda mais com a nova gramática … é preciso reaprender a própria língua ? As escolas ( e o governo … ) deveriam nos forçar desde pequenos juntamente com nossos pais dentro de casa já falando a segunda língua ( seja espanhol ou inglês ou qualquer outra que fosse ), assim com certeza nos sentiríamos mais internacionalizados e menos isolados ao invés de sermos tupiniquins, frase que ouvi de um excelente professor lá no meu ensino fundamental, acredite. Já conheci pessoas que falam 14 … 18 idiomas e dialetos, dá para acreditar ? E nós aqui falando o português ainda por cima com erros … Talvez eu esteja mesmo delirando ou sonhando com o impossível, mas, sinceramente, acho que o professor estava certo, porque lá fora temos sim algumas dificuldades neste sentido, porém nada que impeça ou tire o brilho de qualquer roteiro, de forma alguma. É apenas um upgrade para quem queira ir mais além … e mesmo aqui no Brasil, um estrangeiro não pode deixar o hotel e ter informações nas ruas … quem vai lhe auxiliar em inglês ? Você está dentro dos 10% que estudam realmente inglês no Brasil ( que estão aprendendo ) e está mesmo preparado para conversar em inglês com um estrangeiro ?

     É um dos maiores paradigmas que falei anteriormente em se quebrar; a língua e a disposição de ” meter a cara ” falando mesmo que errando uma outra língua; não ter vergonha de errar, muito menos de falar. Algumas pessoas até ” falam ” ou entendem uma língua estrangeira, mas tem a barreira pessoal delas em se fechar pela timidez. Isto ocorre principalmente nas escolas. Sem praticar, nada adianta ! Lembre-se : Lá fora você está falando com um estranho que nunca mais vai ver, pra que ter vergonha ou medo ? Ele não vai rir de você, vai perceber que você é estrangeiro … e se rir mesmo assim, qual o problema ? Se perceber algum desprezo ou coisa parecida ( o que acho pouco provável ), fale então na sua língua mandando ele ” se ferrar ” ( para não dizer palavras mais picantes … ), ele não vai entender nada também, aliás, já fiz isso ( foi até divertido … rs ). Procure outra pessoa que irá lhe ajudar com certeza, relaxe. Isto também pode ser uma das razões para viajar, já que não precisa se importar com o que os outros pensam de você, caso isso lhe aflija. A probabilidade de lhe verem de novo é praticamente nula, isto se você ainda considerar que milagres podem ocorrer neste sentido.

     Pratique sua língua estrangeira sem vergonha nenhuma. Eduque seu ouvido a aprender a ouvir. Faça isso desde quando procurar uma escola que se dedique a isso, que lhe ensine isso desde o início da aprendizagem. Entre em uma escola para ter informações e já fale em inglês, se souber e for possível. Se o(a) funcionário(a) ou o(a) recepcionista não souber responder em inglês ou perceber que os alunos não falam a língua que você quer aprender entre si pelos corredores, fuja ! E se você estiver estudando inglês por um ano ( ou mais ) e não estiver se comunicando em inglês, com certeza está perdendo seu tempo, troque de escola ! Não fique na gramática, isso é para quem quer ser mais técnico, não serve para viagens ! 

     Dedico este texto ao meu amigo e professor Ray Schmalz da Canadian English Centre – Curitiba/PR. ( Sorry pal, but it must be in Portuguese. )                                           

Marcelo Costa Kasprzak  

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