Todos sabem que o tabaco não é saudável, mas por incrível que pareça, uma parcela da população ainda não faz ideia do impacto negativo do tabagismo. Hoje, o cigarro é o único produto legal que está associado à morte da metade de seus usuários regulares.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é considerado a principal causa de morte potencialmente evitável em seres humanos e mata uma pessoa a cada seis segundos no mundo. Mesmo com esses números alarmantes, é assombroso pensar que os jovens começam a fumar cada vez mais cedo. Em algumas regiões do país a idade média de iniciantes no fumo é de 10 anos.

O fumante é um dependente químico e está sujeito a mais de 50 doenças. As principais são câncer de pulmão e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), uma doença respiratória altamente incapacitante. Apesar de muitas diferenças, muitas vezes, é confundida com asma ou bronquite.

É caracterizada pela inflamação dos brônquios e destruição dos alvéolos. Diminui a capacidade respiratória do portador que, com o passar do tempo, vai se tornando incapaz de exercer atividades simples do dia a dia, como tomar banho, escovar os dentes e caminhar, sentindo muita falta de ar. O paciente vive constantemente com a sensação de “afogamento”.

A grande maioria dos portadores da doença são pessoas acima dos 40 anos e que fumaram por mais de 20 anos.  O cigarro é reconhecido como seu principal fator desencadeante. A DPOC não tem cura.

Acredita-se que o tabagismo é diretamente responsável por 85% das mortes devido à doença no mundo. Além do tabagismo, outras causas, como fumaça de lenha e poeira são responsáveis pelo desencadeamento da DPOC. É preciso que as pessoas fiquem atentas à tosse persistente, falta de ar diária, que piora com a atividade física, e produção de catarro, pois todos esses sintomas podem indicar a presença da doença.

A presença destes sintomas deve fazer com que o indivíduo procure um médico e realize uma espirometria, o exame que avalia a função pulmonar. A piora dos sintomas é chamada de exacerbações. A cada episódio o paciente perde mais capacidade respiratória e acelera a evolução da doença, o que prejudica consideravelmente a sua qualidade de vida. É um momento crítico, pois significa uma perda irreparável, uma vez que os pulmões não têm mais a capacidade de regeneração.

É possível o paciente tenha uma boa qualidade de vida com os conhecimentos que já se tem sobre a doença. A decisão mais importante e que deve ser tomada imediatamente após o diagnóstico é deixar de fumar. Existem várias técnicas e medicamentos que ajudam o fumante a cessar o tabagismo.

Em acréscimo, existem diversos medicamentos que são capazes de melhorar a respiração e diminuir as exacerbações. Atualmente já se sabe, também, que a prática de exercícios físicos regulares é importante para a diminuição da falta de ar.