A Netflix estreou na última segunda-feira (23) Freud, a série mais nova e mais aguardada da plataforma de streaming. A produção que mistura ficção e realidade traz a convivência entre o psicanalista Sigmund Freud, o inspetor da polícia Alfred Kiss e a médium Fleur Salomé. O trio se une para caçar um serial killer que está à soltas em Viena.

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Com apenas oito episódios de uma hora de duração, a série é recheada com muito suspense e mistério, em uma envolvente trama policial. O novato Robert Finster interpreta o pai da psicanálise; Ella Rumpf, conhecida por atuar em Grave, dá vida à médium; e o inspetor da polícia é vivido pelo austríaco Georg Friedrich.

Mas por que ela é polêmica? A série retrata uma outra personalidade de Freud muito pouco conhecida por quem não é da área da psicologia, seu vício pela cocaína.

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Mas engana-se quem pensa que foi ideia da produção em transformar o psicanalista em um usuário de droga para polemizar ainda mais a trama. Realmente Freud fazia o uso do entorpecente e ainda defendia seu uso com propósito anestésico. Porém, à medida que foram descobertos os efeitos colaterais em quem a utilizava, a reputação dela foi se degringolando. Fazendo com que Freud abandonasse a recomendação da utilização da droga, interrompendo também seu uso pessoal.

Em entrevista para a revista norte-americana Variety, o diretor da série, Marvin Kren, explica que respeitou a biografia de Sigmund.  “Sabemos que em sua vida particular ele gostava muito de cocaína, que era um médico ambicioso e altamente intelectual”, afirma Kren.

Mesmo mostrando este lado desconhecido do pai da psicanálise, Freud é uma ótima pedida para quem quer passar o dia maratonando uma série com bom suspense, de trama histórica e policial.

Pra quem gosta: suspense
Pra assistir com: amigos e crush
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