Nesta semana, Galvão Bueno anunciou que repensou a ideia de se aposentar em 2020, narrando só mais uma Copa, essa que está para começar na Rússia. Garantiu que pode ainda seguir no posto de narrador número 1 da Globo até 2022 para o Mundial do Catar. A trajetória de Galvão Bueno se confunde tanto com a história esportiva da emissora carioca que pouca gente lembra que em 1992 ele deixou a Globo com destino à Rede OM, atual CNT.

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O projeto era audacioso: uma rede de televisão fora do eixo Rio-São Paulo, sediada em Curitiba. No esporte, junto com Galvão, o canal do falecido ex-deputado José Carlos Martinez, teria como carro-chefe a transmissão com exclusividade da Copa Libertadores da América daquele ano.

Deu até sorte com o título do São Paulo, o primeiro da América do clube paulista. Galvão também inovou trazendo programas nos mesmos moldes dos canais de assinaturas atuais em que repórteres e comentaristas espalhados em diversas cidades participam simultaneamente da mesma atração.

O projeto logo ruiu e Galvão voltou para a Globo pouco mais de ano depois. Porém, não regressou com o mesmo prestígio, precisou reconquistar espaço.

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Se o projeto das Organizações Martinez prosperasse e Galvão seguisse no Paraná, dificilmente a emissora da qual fazia parte teria os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, e a gente não teria aquele grito de Galvão abraçado com Pelé de “É tetra, é tetra”.

Esse momento histórico, aliás, causa vergonha até em Galvão. Ele admite em seu livro, Fala, Galvão, assinado por ele próprio e por Ingo Ostrovsky, que esta foi uma das piores narrações de sua carreira. Confira como foi o momento.

Novo Galvão?

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Apesar de já ter rejeitado o rótulo de “novo Galvão Bueno”, Gustavo Villani, ex-Fox Sports, é a nova aposta da Globo para a transmissão de jogos. Ele vem participando de projetos pilotos e pode estrear efetivamente em abril deste ano.

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