O ator, cantor e vocalista da Blitz conversou com A Fama é Sua sobre a TV brasileira nos anos de 1980. Evandro está no ar com a Escolinha do Professor Raimundo, nas tardes de domingo, na Globo, com o personagem Armando Volta, aquele aluno que puxa-saco do amado mestre comprando presentinhos para conseguir dicas para as respostas. Ele sempre consegue uma nota 10 no sambarilove.

O ator também está no ar nas tardes da emissora como o mecânico Paulão da Carenagem, personagem do O Álbum da Grande Família.
O ator conta que era no sambarilove que algumas cenas de ação dos programas e novelas eram gravadas. Mesquita participou de dois grandes ícones de sucesso da década de 1980: Armação Ilimitada e Top Model.

Na série de Juba & Lula era uma armação ilimitada mesmo. Kadu Moliterno, o Juba, já declarou que algumas cenas eram feitas sem dublês e que acidentes rolavam e até costelas e dentes foram quebrados. Mesquita relembrou para esta coluna como era a gravação da série, que ele participou de alguns episódios entre 1985 e 1988. A Blitz tinha estourado no Brasil anos antes e Evandro virou figura carimbada na programação musical e de entretenimento da Globo. “Nem sempre tinha dublê, a gente gostava de ação e era muito divertido”, relembra.

Veja uma reportagem do Vídeo Show, de 1985, que Kadu Moliterno fala sobre as cenas que não tiveram dublê.

Pelo menos na Armação, Evandro não sofreu acidentes, mas na novela Top Model, de 1989, outro sucesso de Antônio Calmon, ele interpretava Saldanha, um surfista dono de uma barraca de praia especializada em sanduíches – a Barraca do Sal. “Top Model era demais! Gravações na praia da Macumba. Teve um dia que cheguei cedo e cai sozinho para pegar onda e cai da prancha e a rabeta bateu na minha testa. Levei 23 pontos na cabeça e tomei dois sacos de sangue na transfusão. Top Model deixou marcas em mim… literalmente”, lembra o ator.

Relembre o clima da Barraca do Sal.

Evandro gravou um bom tempo as cenas da novela, que tinha no elenco Malu Mader, Nuno Leal Maia, Gabriela Duarte, Jonas Torres (o Bacana de Armação Ilimitada), com um curativo na cabeça. Muita coisa mudou de lá para cá, mas esse pessoal deixou sua marca na tevê brasileira.