A crise de um trapalhão

Há sete anos, quando era repórter da Gazeta do Povo, entrevistei o comediante Dedé Santana. O papo com integrante do humorístico Os Trapalhões, sucesso dos anos 1970 e 1980, foi num escritório de uma sobreloja em um bairro distante de Curitiba. Dedé estava divulgando o circo do que qual ele fazia parte, que faria apresentações na capital.

Na época, o eterno parceiro de Didi Mocó (Renato Aragão) morava em Itajaí, no litoral catarinense. Não tinha contrato com emissora de TV, falou do distanciamento de Aragão – sem mágoas, dizendo apenas que a carreira de cada um teve destino diferente após o fim da atração dominical da Globo. Na época, Dedé também lançava um livro em que contava bastidores da convivência do quarteto Didi, Dedé, Mussum e Zacarias – os dois últimos já falecidos.

Falo tudo isso para dizer que Santana colocou à venda a mansão de 27 cômodos avaliada em R$ 2 milhões em que morava em Itajaí para pagar a compra da casa onde mora hoje, no Rio de Janeiro. Ele chegou a pedir ajuda a  Aragão para pagar as contas. E teve a ajuda do amigo sem cobrar devolução.

Com mais de 50 anos de carreira, Dedé estreou na televisão em 1966, na Excelsior, e se consagrou em Os Trapalhões. Ele acredita que não teve o reconhecimento necessário por seu trabalho na Globo, mas ainda gostaria de voltar e interpretar um personagem em uma novela. Hoje, ele sobrevive com o dinheiro que ganha em apresentações de teatro e com a renda que recebe do canal pago Viva, pelas reprises de humorísticos em que atuou.

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