Um questionamento frequente é: a partir de que idade as meninas podem começar a utilizar métodos contraceptivos? A gente percebe que hoje os adolescentes têm muita facilidade de acesso às informações, além do fator determinante que é a curiosidade. Muitas vezes parte da família perceber o cuidado em orientar as meninas sobre as transformações do corpo e a existência de métodos contraceptivos, afinal a sexualidade é natural na vida de todas as pessoas.

Até os 11 anos é recomendável a menina frequentar o pediatra e posteriormente fazer a transição para o ginecologista, pois começam a aparecer os sinais da primeira menstruação, os caracteres sexuais secundários como as mamas, os pelos pubianos. A primeira consulta é mais uma conversa e deve ser encarada com naturalidade, como um cuidado à saúde.

É preciso desmistificar a ideia de que o ginecologista é um médico que traz desconforto. Tem que ser o contrário, afinal é ali que a paciente tem que se sentir mais protegida, mais orientada. Com o acompanhamento médico será possível o atendimento de caráter preventivo, entendendo as dificuldades dos primeiros contatos com a intimidade, com as inseguranças em relação ao próprio corpo e o desenvolvimento das características sexuais.

A informação é fundamental. O que trará mais problemas é uma gravidez indesejada do que o uso de contraceptivos. O método mais usado no Brasil é a pílula anticoncepcional via oral. A vantagem é que as pílulas são de fácil acesso e hoje menos agressivas. Vale lembrar também que elas devem ser usadas combinadas com preservativos para evitar doenças sexualmente transmissíveis. É importante conversar, não ter vergonha e se cuidar!