Há dois meses, o manauara Klidson Abreu tomou uma decisão em sua vida. Com 26 anos, o meio-pesado deixou Curitiba para morar de vez em Miami, nos Estados Unidos. O brasileiro já havia realizado a última preparação na equipe American Top Team (ATT) e deu certo. A vitória sobre Sam Alvey, em julho, levantou a moral do cara.

“Sou muito grato a todo mundo de Curitiba, a LA Sports, Gracie Barra. Estou bem motivado e me mudei pra intensificar e crescer. Peguei mais confiança na trocação nesta última luta e no sábado é só vitória”, disse o manauara, de olho em seu próximo compromisso no UFC. O russo Shamil Gamzatov é o rival da vez, em Moscou.

O território russo, aliás, reserva boas lembranças ao brazuca. Após duas finalizações contra adversários daquele País, na casa deles, Klidson assinou contrato com o Ultimate. A partir dali, o brasileiro passou a ser conhecido como o ‘Terror dos Russos’.

No entanto, logo em sua estreia no UFC, em fevereiro, ele acabou sendo derrotado pelo russo Magomed Ankalaev, em Praga. Fato que já ficou no passado para o manauara. “Quero deixar bem claro que da outra vez eu não estava tão bem, tinha pego a luta em cima da hora. Desta vez tem sido diferente. Foram dois meses de treinamento intenso, no comando do Conan Silveira (treinador). Estou 100%, não tive lesão nenhuma. Estou muito motivado”, frisou.

No sábado, Klidson enfrenta um estreante no UFC. O russo Shamil Gamzatov, 29 anos, possui um cartel invicto, com 13 vitórias. Entretanto, não é só esse obstáculo que o brasileiro tem enfrentado em território inimigo. “Foram 16 horas de viagem, tem o fuso-horário, perda de peso. Saí de um clima de 30º graus para encarar um frio de 10º graus na Rússia. Mas, Deus me condicionou a estar aqui e só saio com a vitória. Vou colocar sangue nos olhos, é o que faço de melhor e vou honrar o Brasil”, finalizou o meio-pesado.