A cidade de Cajazeiras, na Paraíba, nunca mais será a mesma depois do dia 22 de junho de 2019. Isso porque Bruno Silva, o “Blindado”, será o primeiro representante do município de cerca de 60 mil habitantes dentro do UFC. Com 29 anos, o atleta foi anunciado recentemente como novo reforço da maior organização de MMA do mundo, após brilhar em eventos russos.

“Eu sonhava muito com esse momento. Eu estava muito feliz na Rússia, tinha muito respeito por lá, mas eu queria algo maior. Eu vou guardar esse momento pro resto da minha vida. É um sonho realizado. Foi um sentimento muito ‘massa”, disse o paraibano, em entrevista exclusiva à Tribuna. Há cinco anos em Curitiba, Blindado foi convidado pelo treinador André Dida, da equipe Evolução Thai, e não saiu mais da ‘cidade da porrada’.

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“Curitiba é a terra da luta. A cidade é respeitada no mundo todo. É treino o ano inteiro na Evolução Thai. Nós não treinamos só para uma luta. Só ajustamos algumas coisas. É um trabalho diário”, frisou o peso-médio, que já tem local e adversário definidos para a sua estreia no Ultimate. O pontapé inicial será em Greenville, nos Estados Unidos, contra o americano Deron Winn.

Conhecido por ser amigo do campeão peso-pesado Daniel Cormier e com passagens pelo Bellator, Winn também debuta no UFC  do próximo dia 22. E o brasileiro não está nem aí para a história do seu rival. “A expectativa pra luta é muito boa. Eu não sou um cara de pensar muito em estratégia. Eu gosto de ir pra cima. É matar ou morrer. Tive sucesso na Rússia com esse jeito de lutar e não vou mudar no UFC. Eu não gosto de ver luta do meu adversário. Não me preocupo muito com isso. Não me interessa saber nada sobre ele”, destacou Blindado.

Bruno Blindado (ao centro) representa Curitiba no UFC. Foto: Marcio Valle/Colaboração.

Na Rússia, o “curitibano” foi campeão do M-1 Challenge e agora espera por mais dificuldades em sua categoria dentro do Ultimate. Além do campeão Robert Whittaker e do interino israel Adesanya, outros nomes de peso dos médios na organização são Yoel Romero, Kelvin Gastelum , Ronaldo Jacaré e Paulo Borrachinha.

“Hoje, a categoria do UFC mais difícil é dos médios. A maioria é da ‘trocação’. Tem uns caras muito perigosos. Estou há dez lutas na categoria, me sinto bem, motivado e quero sair na porrada com todos. O único que eu não enfrentaria é o Anderson Silva, pois admiro muito ele. O resto, qualquer um pode vir pra sair na mão”, concluiu Blindado.