Simpatia em pessoa. Elogiada por sua beleza, seu bom humor e sua técnica apurada, a mineira Amanda Ribas, 26 anos, é totalmente diferente da maioria dos atletas brasileiros. Pelas redes sociais, ela se denomina “abençoada”. Aquele papo mais do mesmo não é com ela. A lutadora de MMA é afiada com as palavras e tem um propósito muito além do que ‘apenas’ ser campeã do UFC.

Na troca de ideia com a Tribuna do Paraná, a peso-palha falou sobre passado, marcado por um doping fake, presente, com a luta diante de Mackenzie Dern, neste sábado, em Tampa, e futuro, revelando grandes objetivos para a vida como atleta de MMA. Filha do também lutador Marcelo Ribas, Amanda era para ter estreado no Ultimate há dois anos. No entanto, logo depois da assinatura de contrato com a organização, a mineira acabou caindo no doping.

“A maior luta da minha vida foi contra esse doping. Foi um baque total na minha carreira, pois tinha acabado de fechar a negociação com o UFC. Quando recebi a notícia do doping, achei que estavam brincando comigo”, relembrou a lutadora. Na época, ela teve que cumprir dois anos de suspensão por ter testado positivo para a substância ostarine, uma espécie de anabolizante. Mais tarde, ficou provada a inocência da brasileira. Ela havia tomado um suplemento contaminado.

Após o período complicado, ela, enfim, teve a chance de pisar pela primeira vez no octógono mais famoso do mundo. Em junho, Amanda enfrentou a americana Emily Whitmire, no UFC Minneapolis. E a estreia não poderia ter sido melhor. A vitória veio por finalização no segundo round. “Foi muito emocionante. Vinham apostando bastante na Emily. Ela era favorita. Mas, eu vinha de uma preparação muito forte, afinal, tive dois anos sem luta”, frisou a peso-palha.

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Natural de Varginha, Amanda vem intercalando sua preparação para os confrontos na Marcelo Ribas Team, em sua cidade-natal, e na American Top Team (ATT), nos Estados Unidos. Na equipe americana, a brasileira tem tido um material humano de peso para chegar ‘voando’ no confronto frente a Mackenzie Dern. “Tem várias lutadoras muito fortes na equipe. E é muito bom estar na ATT, pois você olha para o lado e tem campeão do UFC, do Bellator, do One. É espetacular estar cercada por vencedores”, ressaltou a mineira.

Com sete vitórias e apenas uma derrota na carreira, Amanda Ribas, assim como muitos atletas, sonha em ser campeã do UFC. Porém, a mineira espera ir além. “Meu principal objetivo não é só ter o cinturão. Quero ser espelho para as crianças. Saí de Varginha, no interior de Minas Gerais, para entrar no maior evento de MMA do mundo. Não quero que os pequenos se espelhem em traficantes. Vou fazer o possível e o impossível para que possa ser espelho para as crianças”, concluiu a brasileira. O UFC Tampa será neste sábado (12), a partir das 18h (horário de Brasília).