Vergonhas à mesa

A recepção oferecida aos reis da Noruega na semana passada, aqui no Paraná, repercutiu muito além de Jaguariaíva, palco do almoço onde foi servida uma exótica picanha com coco ralado e mandiopã. Um espanto, segundo o governador Roberto Requião. No jantar em honra à mesma comitiva real, no Rio de Janeiro, era só do que se falava. E como um assunto puxa outro, numa das mesas do jantar no Palácio das Laranjeiras a conversa girou acerca de pratos exóticos servidos a estrangeiros.

Segundo contou a colunista Márcia Peltier, no JB de ontem, “um dos convidados lembrou de certa vez, na China, quando lhe ofereceram um macaquinho sentado na bandeja, sem o tampo da cabeça: o petisco era o cérebro. Falou-se de outras comidinhas esdrúxulas, como saquinhos de insetos fritos da Tailândia, que parecem pipoca, e o morcego branco, uma iguaria na Nigéria. Foi então que o presidente da ABL, embaixador Alberto Costa e Silva, saiu-se com esta frase lapidar: ??Se prato regional fosse bom, virava internacional??.

Sobre os reais perigos da mesa, quem também conta uma história deliciosa é o embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima, que ocupou o posto em Roma, Londres, Paris e Nova York, atualmente morando em Brasília, sempre ao lado de sua bela esposa Lúcia, uma das melhores amigas de Lady Di. Em depoimento aos jornais da RBS de domingo passado, Flecha de Lima lembrou da pimenta oferecida aos franceses no Itamaraty, tradicionalmente a pior mesa de Brasília.

“No Itamaraty, moqueca de peixe virou sinônimo de desastre. O prato foi servido na recepção em Brasília ao presidente francês François Mitterrand, em 1985. A presença de Mitterrand provocou enorme frisson no governo, e o Itamaraty queria caprichar no jantar para a comitiva. A opção final acabou recaindo sobre a moqueca. “A moqueca normalmente é um prato escuro, feio para burro. À noite, com a luz do salão meio fraca, ficou com um aspecto ainda mais horroroso”, conta Paulo Tarso, na época secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores. Todos bebericavam champanha nacional. Quente, relembra o diplomata. “Foi um desastre. Para piorar, francês adora molho. E os empregados trouxeram aquelas navetas de molho com pimenta. Os franceses acharam que era molho mesmo, e despejaram pimenta na comida com grande generosidade. Vi francês sair da mesa chorando”, conta o diplomata. O constrangimento dos anfitriões era evidente. Quando o jantar terminou, dona Marli, a mulher do então presidente José Sarney, explodiu. “Ela ficou furiosa. Lembro que ela dizia ?o que eles vão achar? Que se come assim na casa da gente??. Assumi o erro e acabei pedindo demissão. Mas o Sarney não aceitou. No dia seguinte, o Roberto Marinho publicou um artigo em O Globo, espinafrando com o jantar. Foi uma vergonha!”

RELAÇÕES CARNAIS – Caro jornalista, há tempos que venho remoendo uma idéia. Se der certo, rachamos a comissão da corretagem. A minha sugestão é vender o Estado do Amapá aos americanos. Existem precedentes, ver caso Russia/Alasca. O Brasil não vai ficar menor por isso, ao contrario, estaremos livres da divida externa. Há que se considerar que ganharíamos uma fronteira comum com o nosso Big Brother e não vamos precisar enfrentar longas viagens para entrarmos nos EUA. Bastaria atravessar a fronteira.

Correm notícias, à boca pequena, que os gringos já estão tomando, de forma mansa e pacifica, o Estado do Amapá. A meu ver é só uma questão de oficializar a posse e receber a grana. Nós seríamos vizinhos do grande Império do Norte, com relações carnais e tudo o mais – como já dizia um pequeno líder de nuestra América. Seria a glória!

Cordiais saudações, Paulo Colosio.

Até sexta-feira, caro Paulo, e muito boa essa idéia de rachar a comissão de corretagem. Venho defendendo a idéia de entregar o território desde quando sai de Santa Catarina, onde nasci. Na época, quando senti que o vizinho estado estava sendo entregue aos gaúchos e paulistas, bati em retirada. Deixando pra trás aquela horda de gremistas, colorados e corintianos.

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