Ainda sob os efeitos da ressaca cívica provocada pelos fofoqueiros do The New York Times, poucos tiveram a sensibilidade de observar atentamente, como fez o Jornal do Brasil, na foto, o desfile da senadora Heloísa Helena pelos corredores do plenário. A bela que é uma fera causou frisson com um visual radical chique e unânime observação: o núcleo duro do governo não sabe o que perdeu. Com a senadora em palácio, o correspondente do NYT teria fofocas melhores para deliciar velhinhos da Wall Street.

A VIDA É BELA – Mesmo desempregada, ex-ministra Benedita da Silva está podendo. Gastou cerca de R$ 20 mil na festa para comemorar e bebemorar (epa!) o 13 de maio. Recém-chegada das férias (ou de uma turnê?) de pouco mais de três meses pelos Estados Unidos, França e Senegal (ou seria Europa, França e Bahia). Mesmo sem emprego no governo (pelo que se sabe), Benedita não economizou nos gastos da tradicional no Morro Chapéu Mangueira. Botou a mão na massa e preparou o banquete para 1.500 pessoas. Foram 100 quilos de feijão, 100 de arroz, 80 de carne-seca, 80 de lombo, 80 de costela, 80 de orelha, 80 de lombinho, 80 de carne-de-sol, 80 de farinha de mandioca e 600 molhos de couve. Para matar a sede dos amigos, 4 mil litros de refrigerante e 3 mil de chope (epa!). Só de comida, o gasto não foi inferior a R$ 6 mil. De bebida, mais R$ 14 mil. Só faltou convidar aquele tal de Larry Rother.

DEU NO THE NEW YORK TIMES – Durante a Guerra da Secessão, o presidente Lincoln foi avisado de que o principal general da União, Ulysses Simpson Grant, era um poderoso beberrão, da turma do funil. A resposta de Lincoln devastou a expectativa dos fofoqueiros: “Digam-me a marca do uísque preferido de Grant para eu recomendá-lo aos outros generais”.

Acabou virando nome de uísque e o povo o elegeu mais tarde presidente da República.

FREUD EXPLICA – Do psicólogo e jornalista Reinaldo Lobo: “Em psicanálise, considera-se que sentir demais o golpe e responder de modo desproporcional pode revelar a vulnerabilidade e a verdade oculta do sujeito atingido”.

MIOPIA – No último final de semana, Dia das Mães, a jornalista Sônia Biondo nos deu a honra de visitar Curitiba. Editora da Globo, ela veio conferir as belezas desta Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais: pela manhã, foi à Ópera de Arame. Fechado. Depois tirou a tarde para encher os olhos no Museu Oscar Niemeyer. Fechado. À noite, foi reverenciar o símbolo oficial de Curitiba, a Universidade Federal do Paraná. O cartão-postal estava nas trevas, com todas as luzes apagadas.

Terminou o périplo curitibano com uma frase sobre o MON, válida em todos os sentidos:

– É um olho sem visão.

SAIDEIRA – Uma última observação, que o assunto já passou da dose: no Brasil e no mundo, só faltou a opinião abalizada de Zeca Pagodinho.

Até domingo, sem deixar de registrar a festa de inauguração da Fnac: maravilha, bombou!

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