Circula na internet uma mobilização mundial para ver com outros olhos a data do calendário. Nesta quinta-feira, 11 de setembro, não vamos ler pela cartilha sinistra do W. Bush. Vamos celebrar a solidariedade, dando um novo sentido para a data, bem assim como pede o e-mail que circula mundialmente em todos os idiomas.
“Na manhã de 11 de setembro de 2003 não se esqueça de sair munido de um livro seu que tenha sido importante. Um livro que tenha mudado sua maneira de ver o mundo. Ou que você acredite que possa mudar a vida de alguém, de alguma forma. Escreva uma dedicatória… e o libere! Libere-o na via pública, sobre um banco, no metrô, no ônibus, em um café… a mercê de um leitor desconhecido. E você? Adotará um livro que esteja em seu caminho, caso ele surja? O dia 11 de setembro agora não será mais um aniversário fúnebre e, sim, um dia de troca de energia e doação. Juntos, transformaremos esta data em um ato de criatividade e generosidade. A mobilização será geral em Bruxelas, Paris, Florença e São Francisco. Vamos fazer isso também em nossas cidades aqui no Brasil. Nas cidades citadas, um grupo de escritores, leitores e amantes dos livros em geral, liberará seus livros, em lugar público. Engaje-se nessa idéia também! Faça circular essa informação!”
ALIÁS, o livreiro Eleotério está se recuperando, e bem, de um esquisito assalto sofrido nas imediações de sua casa. Saiu do coma e encontra-se numa cadeira de rodas, mas, infelizmente, ainda não consegue falar, pois necessita de uma delicada cirurgia na boca. Enquanto isso, a Livraria do Eleotério não dá conta de repor seus estoques. A mobilização realizada pela imprensa e pela internet funcionou perfeitamente, revelando o espírito solidário do curitibano que foi convocado a ajudar o livreiro, comprando mesmo um livro ali na Rua Amintas de Barros, fundos do Teatro Guaíra.
ALIÁS, então ficamos assim: amanhã, 11 de setembro, vamos comprar um livro na Livraria do Eleotério e, logo em frente, liberá-lo alhures. Num banco de praça, na mesa do cafezinho, no balcão da padaria, na mesa de bar, na poltrona do ônibus. Qualquer livro, em qualquer lugar. Vamos fazer de 11 de setembro um dia de festa.
ALIÁS, quem está arrombando a festa, como sempre, é o artista Juarez Machado, agora definitivamente cidadão catarina. Convidado para o aniversário de 50 anos do ex-deputado paranaense Paulo Cordeiro, Juarez e os demais da festa foram intimados a doarem dois quilos de alimentos para o Fome Zero. Foi tudo muito chique, tudo muito do bom. Mas quem fez bonito foi Juarez Machado. Levou como contribuição dois quilos de camisinhas. Da marca Jontex, tamanho padrão.
ALIÁS, a principal pauta da imprensa catarina neste início de semana foi a festa rave “Magic Lagoon Praia Mole 2”, organizada por paranaenses numa praia de Florianópolis, onde os infiéis de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais deitaram e rolaram, literalmente.
Ao som do techno, tiros e agressões interromperam a balada realizada no leste da Ilha, fazendo dezenas de vítimas, entre eles três feridos a bala. Ninguém morreu, por pouco. O estudante José Antônio Pupo Filho veio de Curitiba especialmente para a festa e levou um tiro na perna. Garante que nunca mais virá num evento em Florianópolis.
Cacau Meneses, principal colunista local, desabafou: “A raça ruim que, infelizmente, começou a alterar nossa pacata Ilha fez o diabo, sábado à noite, na Praia Mole. Floripa já não é mais, infelizmente, um lugar seguro. Nem para quem está em casa, nem para quem está no shopping e nem para quem está numa festa na Praia Mole. Alguém da minha geração imaginava isso por aqui há 10, 20 anos?”.
Até sexta-feira e, aliás, Curitiba e Floripa têm tudo a ver: alguém imaginava tanta violência há 10, 20 anos atrás?