É muita sacanagem para inglês ver. A revista inglesa The Economist publicou que o ?PT está envolvido em um verdadeiro kama sutra da corrupção?. Agora o jornal inglês The Independent traz uma foto da modelo Luma de Oliveira para ilustrar uma reportagem sobre os escândalos envolvendo políticos, funcionários da montadora Volkswagen e prostitutas brasileiras.

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Com uma das já conhecidas fotos de Luma de Oliveira desfilando no Carnaval carioca, a reportagem de uma página no jornal The Independent conta ?A história do caso VW? – como a maior montadora de carros da Europa foi sacudida por um escândalo envolvendo sexo, suborno e sambistas. Diretores da montadora alemã mantiveram casos com prostitutas brasileiras e pagaram festas ?regadas a sexo para políticos alemães?. Tudo com dinheiro da empresa.

Em nenhum momento a reportagem faz relação entre o caso e a modelo, cuja imagem foi usada unicamente para ilustrar a reportagem. Um editor do Independent afirmou que a escolha da foto de Luma foi aleatória. Foram ao banco de dados do computador, teclaram a palavra ?samba? e a imagem apareceu. Não tinham idéia de que ela era tão famosa, nem tão encrenqueira: o advogado da modelo vai processar o jornal inglês por ter publicado uma foto da atriz, que em nenhuma linha é citada na reportagem. Ela ?está revoltada, arrasada e deprimida?, diz o advogado. Imagine… se fosse citada, seriam outros quinhentos mil euros.

Na reportagem, o Independent afirma que Peter Hartz, diretor do Departamento Pessoal da VW, teve uma amante brasileira e usou dinheiro da empresa para financiar vários encontros com ela pela Europa e no Brasil. Além de diretor da VW, Hartz é muito amigo do chanceler alemão Gerhard Schröeder. Outro desdobramento do escândalo é que cartões de crédito da empresa foram usados para levar diretores da companhia e políticos ?a férias no Carnaval do Rio?. O jornal cita uma reportagem da revista Focus na qual se diz que a empresa pagou festas sexuais ?para comprar influência no governo?. Um outro diretor da empresa renunciou depois de ser acusado de comprar, com dinheiro da empresa, uma casa para uma de suas amantes brasileiras, em São Paulo. Para o jornal, os escândalos podem prejudicar a tentativa de Gerhard Schröeder de se reeleger em setembro.

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Para a imprensa inglesa, Deus foi corrido pelo diabo na terra do sol. Como não existe pecado no lado de baixo do Equador, agora só nos resta aguardar uma reportagem do The New York Times, assinada pelo velho conhecido de Lula, o correspondente Larry Rother. Depois da ?Operação Uruguai? e da ?Operação Paraguai?, eis a ?Operação Chucrute?. Na próxima denúncia de Rother, a conexão alemã do Banco Rural com o kama sutra da corrupção brasileira: Peter Hartz, diretor do Departamento Pessoal da VW, teve uma amante brasileira que seria militante petista. Instruída pelo ex-presidente José Genoino, esta companheira teria sacado dinheiro da conta da VW para financiar contatos de altos dirigentes sindicais brasileiros com velhos comunistas da Albânia. Delúbio Soares, por sua vez, teria usado cartões de crédito corporativo do governo federal para forrar as cuecas de políticos alemães em suas merecidas férias no Carnaval do Rio, com direito a esticada no camarote de Gilberto Gil, na Bahia.

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Quanto ao outro diretor da VW que renunciou depois de ser acusado de comprar, com dinheiro de empresa, uma casa para uma de suas amantes brasileiras, em São Paulo, o The New York Times vai contar a verdade dos fatos: esta casa estaria em nome do ex-dirigente petista Sílvio Pereira, assim como o Land Rover na garagem.

Para estremecer as relações Brasil-Alemanha, Roberto Jefferson denuncia os malotes internacionais do publicitário Marcos Valério. Uma das malas teria sido endereçada a Gerhard Schröeder, por orientação de Zé Dirceu, que teria também convidado o chanceler alemão para passar o próximo final de ano da Ilha de Caras, com a presença de Lula e… Luma de Oliveira.