Sabe a diferença entre Jaime Lerner e Roberto Requião, ao vivo e a cores, na televisão? Ora, isto é pergunta que se faça? Não se compara o incomparável.
O governador Roberto Requião participou ontem ao meio-dia do programa de Ricardo Chab, na TV Iguaçu, e, durante uma hora, lavou, enxugou, passou e dobrou a roupa suja que encontrou e desembrulhou outras novinhas em folha.
Uma delas é que a Universidade do Litoral sai mesmo. Ainda que numa parceria com a Universidade Federal do Paraná, mas que sai do papel, isto sai. Outra, é que o Parque das Ciências – uma cópia do francês Parc de la Villete, segundo Requião – reabre, após uma ligeira “lataria e pintura”, para deixar tudo dentro dos atuais estatutos. Falou do leitinho das crianças que está quase na mão, do incentivo em energia elétrica para quem investir em Paranaguá e bingo! Chutou os fundilhos de veludo de bingueiros, bingueiras e concessionárias de pedágio, sem perdoar nem mesmo um telespectador metido a marqueteiro:
– Xô, pedágio! Agora é Requião!
– Isso é coisa de puxa-saco! – cortou o governador, varrendo confetes e serpentinas.
Mesmo sem confetes e sem serpentinas, a verdade é que Roberto Requião, ao vivo e a cores, na televisão, é incomparável. É show, sem as amarras dos padrões jornalísticos com gosto de matéria plástica, conforme indica o atual figurino das escolas de comunicação, todas afeitas a um único modelito: como tirar diploma pra entrar no Jornal Nacional.
Por falar em modelito, calma, Ruth Bolognese: “El Supremo” não precisa tanto assim de um “personal stylist”. Nem um pouco “amarfaiado”, desta vez se apresentou nos trinques, com um paletó elegante, sapato preto, quase sofisticado, não fossem a calça e camisa jeans velhas de guerra.
No final, o também jornalista Roberto Requião botou o dedo até na produção:
– Tenha dó, Ricardo Chab! Você precisa mudar o formato deste teu programa: ninguém é de ferro pra ficar aqui, em pé, durante uma hora!
A rapaziada da Comunicação Social do governo precisa considerar a idéia de outras apresentações do governador, iguais a esta com Ricardo Chab: é show! Melhor, só com o Rafael Greca de coadjuvante.
Caro Dante,
leio sempre tua coluna “EM TEMPO”, no jornal O Estado do Paraná. É a parte do jornal que mais me atrai, portanto, a primeira que leio (às vezes a única – tempo). Sou professora de Língua Portuguesa e por várias vezes utilizei tua coluna em sala de aula, adaptando-a aos conteúdos, o que resultou em aulas muito atraentes.
Moro em uma pequena cidade do interior do Paraná e quando vencer minha assinatura do jornal, não me será renovada novamente (não é conveniente a eles). Perderei tua coluna, uma pena. Lendo a de domingo, Olho no Livro, achei-a extremamente significativa, creio que a partir dela alguns mais poderão vir a ter interesse na valorização do livro em nosso País.
Parabéns, um abraço e obrigada pela ajuda que me tens prestado.
Sonia Herculano de Souza
Até sexta-feira e, enquanto isso, cara Sônia, abre dia 15 a Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Além da presença do escritor Salman Rushdie, o anglo-indiano condenado a morte pelos fundamentalistas, imagina que nesta Bienal o distinto público contará até com o primeiro estande de encadernação e conservação numa feira de livros. Um luxo só!