Relax para eleitor

Para relaxar dos números das pesquisas eleitorais e dos inúmeros cabos eleitorais, vamos aos números do “casamento do ano” no Rio de Janeiro – o dos apresentadores Angélica e Luciano Huck, celebrado na noite de ontem na Marina da Glória, Rio de Janeiro. No levantamento realizado pelo jornal O Dia, a festa estava orçada, por baixo, em quase R$ 450 mil. Sente-se e relaxe, caro eleitor – já exausto de tantas promessas de cunho social.

? 1.200 convidados / 3 mil m2 de festa / R$ 53.692 era o valor somado dos presentes recebidos até semana passada / 12 pares de padrinhos / 14 auxiliares de produção e um coordenador / 7 mil doces / 1,5m de altura é o tamanho do bolo / 11 pratos quentes, 10 tipos de salgados e 7 de sobremesa faziam parte do bufê / R$ 144.000 é o custo só do jantar / 100 garçons / 15 profissionais de cozinha / 4.000 ostras / 2.400 latas de refrigerante / 1.920 latas de bebida energética / 1.500 latas de bebida ice / 2.400 copinhos de água / 100 garrafas de uísque / 4.800 garrafas de cerveja / 80 garrafas de cachaça / 100 garrafas de vodka / 600 garrafas de champagne / 5 máquinas de café expresso / 11.600 talheres / 1 caminhão para bufê e um para alimentos refrigerados.

Nome do bicho

Se bicho não é gente, bicho não pode ter nome de gente. E se alguém estiver com a intenção de batizar um galo garnizé com o nome de Duda Mendonça, pode tirar aquele cavalinho chamado Osvaldinho da chuva. O deputado Pastor Reinaldo apresentou projeto de lei que proíbe dar nome de gente a bicho de estimação. Se o projeto for aprovado, quem insistir em chamar o animal por nome de pessoa poderá ficar sujeito a multa ou prestação de serviços comunitários. Quer dizer, se algum humano insensível resolver chamar o gatinho de estimação de Maluf, o infrator vai para a cadeia bem antes do referido.

A justificativa do deputado Pastor, que não é alemão, é das mais nobres: para evitar constrangimentos nos encontros entre homem e animal que compartilhem o mesmo nome, “em especial às crianças em fase de construção de sua identidade e personalidade”. Em contrapartida, o nobre deputado deveria fazer um adendo ao projeto, proibindo também o batismo com nomes ofensivos a todas as espécies do reino animal.

Filho da Puta, por exemplo, é nome de um famoso cavalo inglês.

A história do nome deste alazão é de origem portuguesa. Sir Wil-liam Maxwell esteve em Portugal e tomou por criado um campônio do Ribatejo. Tanto gostou do criado que o levou para a Inglaterra, onde foi encarregado das coudelarias de Sua Senhoria. O potro era tão gracioso que o tratador do Ribatejo o tratava carinhosamente por “filho da puta”.

? Ah!… como salta bem esse filho da puta!

E o nome pegou. Virou gravura na Inglaterra e é pôster dos mais procurados por turistas de língua portuguesa. No Brasil, especialmente, não é raro ver algum “Filho da Puta” emoldurado na parede de respeitáveis clubes e domicílios. E observe que você vai encontrar algum “Filho da Puta” (gravura) nos lugares mais inesperados.

ALIÁS – Com todo respeito, sem nenhuma ofensa às neolouras, mas sabe o novo apelido de uma falsa loura? Táxi argentino: amarelo na parte superior, preto na parte inferior.

Até quarta-feira; e, como já dizia o mestre Machado de Assis, “aos vencedores, as batatas”. E aos vencidos, as cascas.

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