milla021205.jpgNão se fala de outra coisa na cidade e o colunista Jáder Rocha já registrou. Entre as tribos descoladas que circulam no eixo que começa nos agitos do Babilônia, na Avenida Batel, e termina na Itupava, no restaurante Beto Batata, o tititi é acerca dos desagravos que circulam na internet, envolvendo Milla Jung e Orlando Azevedo, dois dos mais destacados fotógrafos de Curitiba.

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Tudo começou no sítio curitibano O Plano B, um blog dirigido às artes, uma galeria virtual onde os visitantes passam em revista as mais variadas manifestações culturais e deixam breves considerações sobre os artistas e suas obras.

Milla Jung é uma jovem fotógrafa, filha dos ex-jornalistas Ivete e Carlos Jung, também coordenadora do Núcleo de Estudos da Fotografia. É uma profissional articulada e, agora se viu, cercada de muitos e bons amigos. No ano passado, Milla fez um ensaio fotográfico na Cidade do México, que agora pode ser visto e comentado na galeria virtual do http://www.oplanob. com.br

Na raiz do entrevero, um comentário de Orlando Azevedo, fotógrafo dos mais ativos em Curitiba, onde já foi curador de mostras internacionais de fotografia. Português de origem e baterista quando jovem, Orlando era ídolo da música pop curitibana, entre os anos 60s e 80s, quando liderava a banda A Chave, de saudosa memória. No momento, o fotógrafo se encontra no interior do Estado do Paraná, em Prudentópolis, comandando o projeto ?Expedição Paraná?, de onde enviou suas trêfegas impressões sobre a obra de Milla Jung, aqui transcritas tal e qual:

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? ?as fotos da mylla são absolutamente sem pilha, sem emoção e nenhuma poética.

não acrescentam nada, rien de tout / a fotografia percorre esse universo do discurso da obscuridade e curitiba tem essa pegada patética de divinas criaturas , sosella, núcleo de, betos batatas etc etc / guetos da mediocridade. falta crítica e nos bares trôpegos nascem as deformações dos pesadelos. / etílicos passaportes da conivência. / as tears go by / 20/11 20:55:30

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Cidade do México: Duas das fotos de Milla Jung, em httpp:www.oplanob.com.br

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A resposta de Milla Jung foi imediata:

? ?É, o Orlando tem razão, por que vcs não checam as fotos autorais deste fotógrafo na Expedição Paraná? http://www.expedicaoparana.com

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Pronto! Foi o clic para revelar uma grande corrente de desagravos em favor de Milla Jung e demais citados por Azevedo: ?As Divinas Criaturas?, grupo de atuantes fotógrafas, o fotógrafo Sossela, o Núcleo de Estudos, os freqüentadores do Beto Batata, o próprio Roberto Amorim, e demais ?bares trôpegos?.

O apressado comentário de Orlando Azevedo deixou o profissional bem mal no retrato, conforme podemos constatar a seguir, transcritos alguns dos 104 comentários postados até a tarde de ontem:

Do fotógrafo Sérgio Sade ? Querida Milla. (…) Espero, sinceramente, que o texto não seja do Orlando e que ele venha a público denunciar o mau uso de seu nome.

De Jussara Salazar ? (…) E, cada vez mais chego à conclusão que Curitiba é uma espécie de ?Dogville?, cospe-se nas calçadas limpinhas de uma pobre cidade que não pode nem se dar luxo de começar nada, isso feito por pessoas que pensam que ir a Prudentópolis é estar muito longe… (…)

De Ernani Buchmann ? (…) Crítica é uma coisa, grosseria outra muito diferente. Por isso, estranho que o Orlando venha a público com comentário tão rastaqüera. (…) Mas como quem cospe pra cima precisa engolir os perdigotos que caem, aconselho: Orlando, empunhe a boléia do seu jipe e embarque numa expedição definitiva, de volta aos Açores. As tears go bye, bye. Talvez lá estejam precisando das suas luzes. Na nossa Curitiba sem pilha sua ausência preencherá grande lacuna.

De Leila Pugnaloni ? (…) você é uma pessoa muito gentil e bela. Continue trabalhando, e não ligue para reações deselegantes.

De Estrela Leminski ? Como disse meu pai: ?Curitiba não admite duas coisas: o sucesso e o fracasso?. (…)