Previsões para 2005 (2)

Horácio Braun, jornalista, escritor e músico e personagem de histórias, veio a Curitiba para participar na semana da 1.ª Baratona de Curitiba. Aproveitando o ensejo, e depois de visitar 12 bares de Curitiba, beber dois chopes em cada bar e conhecer a fina flor da boemia curitibana, o blumenauense aceitou prever o futuro do Paraná para o próximo ano.

Na assertiva do arquiteto Edson Klotz, o sobrenome Braun devia suceder Horáculum. Horácio seria Horáculum Braun, que incorpora o espírito de um cartomante cervejeiro que viveu no século 16 em Heidelberg, na Alemanha, cidade muito conhecida por fabricar as rotativas que imprimem este jornal. Para inveja e espanto de babalaôs baianos, Horácio Braun prevê o futuro com o mesmo método e inspiração daquele mestre cervejeiro alemão: joga 12 tampinhas de cerveja (da mesma forma como se joga búzios) e, depois de beber todas as 12 garrafas, ele revela aos comuns mortais o que será do amanhã, o que será do nosso destino.

Tendo como testemunhas os arquitetos Bruno de Franco, Edson Klotz e o cartunista Edgar Vazques, o que ouvi e registrei no guardanapo, juro que é a pura expressão da verdade. Recapitulando, na edição passada desta coluna já revelamos que em janeiro um misterioso aquecimento solar vai forçar Roberto Requião a dividir o mesmo pirão com Jaime Lerner, na Ilha das Cobras, em fevereiro não vai ter Carnaval em Curitiba, e ponto, em março o Atlético vai perder para o Paraná Clube, na Arena da Baixada, e em abril a fila para descarregar soja vai alcançar Cascavel.

MAIO – Não vai acontecer nada.

JUNHO – A Polícia Federal vai deflagrar no Paraná a Operação Rojão e prende uma quadrilha de São João no pátio do Colégio Sion. Duas patricinhas e dois mauricinhos serão presos com meio quilo de pamonha na sacola.

JULHO – Não vai nevar em Curitiba no dia 17, apesar de todos os esforços em contrário por parte da Secretaria de Turismo da capital. Até o senador Osmar Dias participa da pajelança, com a temperatura em elevação entre governador e prefeito.

AGOSTO – Vai acontecer de tudo.

SETEMBRO – Quando setembro vier, o deputado Rafael Greca vai promover uma noite de autógrafos da biografia do companheiro Roberto Marinho, na Federação Espírita do Paraná, com a presença do próprio biografado. No evento, estarão presentes Aníbal Curi, Bento Munhoz da Rocha e Ney Braga. Aguardado para o concorrido evento, Paulo Leminski declina do convite para tomar umas e outras no bar Bife Sujo.

OUTUBRO – O governador Roberto Requião vai falar na primeira escolinha do mês acerca de esportes eqüestres, dissertando sobre o tombo do PT e revelando por que Angelo Vanhoni caiu do cavalo. Também palestrante da escolinha, padre Roque Zimmermann vai discorrer sobre o tema "Cavalo dado não se olha os dentes".

NOVEMBRO – Para lembrar a morte de cinco trabalhadores no dia 20 de novembro, em Felisburgo (Minas), quinhentos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vão ocupar a praça de pedágio da concessionária Rodovias das Cataratas, em Cascavel.

Em Paranaguá, uma catástrofe no transcorrer da novena de Nossa Senhora do Rocio: vai explodir um cargueiro argentino carregado de argentinos, provocando o maior desastre ecológico da Baía de Paranaguá. A mancha de argentinos se alastrará pelo Canal da Galheta e, com a ajuda das correntes marítimas, atingirá também as praias de Florianópolis.

DEZEMBRO – Com o apoio da Câmara Municipal, da Secretaria de Turismo e da comunidade catarina no Paraná, o prefeito Beto Richa vai anunciar a criação da República de Porto Belo, anexando o município de Curitiba não só àquele aprazível balneário, como também Bombas, Bombinhas, Itapema, Palmas e Balneário Camboriú. O Sindicato dos hotéis, restaurantes, bares e similares protesta e o governador Roberto Requião, em represália, ameaça transferir a sede administrativa do Estado para a Ilha das Cobras.

Em solidariedade ao prefeito Beto Richa, este colunista vai entrar em férias, viajando no dia 25 de dezembro para Balneário Camboriú, onde instala seu escritório de trabalho no quiosque em frente ao Hotel Marambaia.

Até domingo, que depois só no dia 30 de janeiro.

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