Circula na internet documento sigiloso da Polícia Federal, revelando que a Al Qaeda, organização terrorista de Osama Bin Laden, ordenou a execução de atentado no Brasil. O alvo da ação seria a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
De acordo com esse documento, a ordem de Bin Laden decorreu do ódio que o saudita nutre por festas monumentais, como o carnaval carioca. Ele destacou três Mujahedins para seqüestro e uso de avião que seria lançado contra o Corcovado, a seu ver ?símbolo dos infiéis?.
A trinca do terror chegou ao Aeroporto Internacional Tom Jobim e a missão começou a sofrer embaraços já no desembarque, quando a bagagem dos muçulmanos foi extraviada. Apanharam um táxi pirata na saída do aeroporto e o motorista, ao perceber que eram estrangeiros, rodou uma hora e meia dando voltas com pela cidade, até abandoná-los em lugar ermo da Baixada Fluminense. No trajeto, os terroristas foram assaltados e espancados. Só conseguiram ficar com alguns dólares que tinham escondido na cueca.
Graças ao treinamento de guerrilha que receberam nas cavernas do Afeganistão e nos campos minados da Somália, os três terroristas conseguiram chegar a um hotel de Copacabana. Alugaram um carro e voltaram ao aeroporto, determinados a seqüestrar logo um avião e jogá-lo bem no meio dos braços abertos do Cristo Redentor. Enfrentaram congestionamento monstro, por causa de manifestação de estudantes e professores em greve, e ficaram horas e horas parados na Avenida Brasil, onde seus relógios foram roubados em um arrastão.
Procuraram uma casa de câmbio para trocar o pouco que sobrou de dólares. Receberam em notas de reais falsas. Por fim, chegaram ao aeroporto para o seqüestro. Os pilotos estavam em greve por mais salário e menos horas de trabalho. Os controladores de vôo também pararam. O único avião na pista era da Vasp, mas estava sem combustível. Aeroviários e passageiros protestavam na sala de espera e nos corredores do aeroporto, tocando pagode e gritando slogans contra o governo. O Batalhão de Choque da PM chegou batendo em todos, inclusive nos terroristas.
Sujos, doloridos e mortos de fome, decidiram comer alguma coisa no restaurante do aeroporto. Pediram sanduíches de churrasco com queijo e só no dia seguinte conseguiram se recuperar da intoxicação alimentar de proporções cavalares, decorrente da ingestão de carne estragada.
Os três homens de Bin Laden saíram do hospital e foram parar no Maracanã. O Flamengo perdeu para o Bangu, por 6 x 0. A torcida cruzmaltina confundiu os terroristas com integrantes da galera adversária e lhes deu uma surra sem precedentes. O chefe da torcida era um tal de ?Pé de Mesa?, que abusou sexualmente deles.
Mais um dia perdido. Desnorteados, famintos, sem poder andar e sentar (ai!), os asseclas de Bin Laden começaram a discutir entre si: estavam em dúvida se destruir o Rio de Janeiro, no fim das contas, era ato terrorista ou obra de caridade. Fugiram dos cariocas e se mandaram para São Paulo, onde perambularam o dia todo à cata de comida e finalmente adormeceram sob o Viaduto do Chá.
A Polícia Federal não revelou o hospital onde os três terroristas foram internados em estado grave, depois de espancados quase até a morte por uma horda de torcedores do Corinthians.
A última notícia que se tem desses terroristas é que atualmente estão domiciliados em Foz do Iguaçu, onde abriram uma pastelaria e vivem na maior paz!