O novo presidente argentino Nestor Kirchner, por incrível que pareça, nunca botou os expressivos olhos em qualquer praia do litoral sul do Brasil. Nem mesmo Floripa teve o prazer de ver aquele varapau desfilando feito uma avestruz pelas areias de Canasvieiras.

Mas esta falha no currículo de Kirchner logo será sanada, pois não faltarão convites para visitar o sul do Brasil. Pelo menos por parte do ramo brasileiro da família Kirchner, que agora se descobre numeroso e, pelo menos em Santa Catarina, dos mais bem animados: enquanto Nestor tomava posse em Buenos Aires, seus parentes em Benedito Novo e Caçador comemoravam o acontecimento com fogos de artifício. Tinham até esperança de que o cerimonial portenho os convidasse para uma visita à Casa Rosada. O novo mandatário até já foi informado de que os Kirchner catarinas são seus parentes, num grau que agora vão saber exatamente qual, a partir de confrontações de árvores genealógicas.

Na metade do século 19, parte dos Kirchner que emigraram da Alemanha ficaram no Brasil e outra na Argentina. Em Santa Catarina, há Kirchner também em Anitápolis, Rancho Queimado e na localidade de Alto Benedito, em Benedito Novo, vive uma família Kirchner, cujo nome mais conhecido é o de Chico Kirchner.

Aqui no Paraná, nenhum Kirchner ainda se manifestou parente do presidente. Mas não há de demorar: consultando a lista telefônica de Curitiba, já deu pra sentir que a família é poderosa. Tem Maria, João, tem Sueli, tem Lineu, tem Leocádio, tem Carlos, tem Augusto, tem Isolda, tem Dirceu, tem Monika, tem Santalina, tem até Ithamar. Podemos contar 45 deles com endereço curitibano, fora os Kirchner com certeza espalhados pelo Paraná. Somando também os que não querem aparecer na lista, ou não têm telefone fixo, apenas celular, presume-se uma expressiva base de apoio brasileira para o novo presidente argentino.

Esperamos que eles se manifestem o mais urgente possível, perfeitamente inseridos na árvore genealógica do Nestor. Assim, o governador Roberto Requião e o secretário Luís Mussi, da Indústria e Comércio, ambos ferrenhos defensores do Mercosul, poderão contar com um particular e íntimo grupo de defensores dos interesses paranaenses junto à Casa Rosada.

Afinal, não será por laços de família que o Paraná vai perder para Santa Catarina na balança comercial do Mercosul.

Copiando/colando do e-mail

Bar Palácio, noite de quinta-feira, dia 22

Queridos Karam e Dante

estava sem minha agenda, não achei os telefones de vocês e além do mais, era 0h20 de sexta-feira. Comi um churrasco sozinho, bebi um Marques de Cáceres, da Rioja, dei boa-noite aos nossos amigos e deixei um bilhete lá, um só, para vocês dois: senti falta dos dois e das respectivas mulheres, Kátia e Maí. Passando por lá, resgatem o registro de minha “nostálgia” no papelucho.

Fiz palestra para 800 pessoas na PUC, tomei o avião das 15h30, enfrentei turbulências no ar e chuvaradas em terra, de Campinas a Sampa. Lá peguei Manuela e viemos, pai e filha, para Santo Carlos. Agora, já é sábado de madrugada. Oh dias de minha infância, oh meu céu de primavera, que doce a vida não era, nessa risonha manhã…

Abs do Deonísio da Silva Deo e Dante:

Tenho uma idéia melhor. Vamos todos noite dessas ao Bar Palácio resgatar o registro da nostalgia deodiana.

Todos, os de Santo Carlos, os de Santa Catarina e as nossas Santas.

Abraços, Manoel Carlos Karam

Até sexta-feira, no Bar Palácio. Pode ser?

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