O selo que não cola

Atarantado com os números das últimas pesquisas e o desemprego galopante, que já atinge 2,7 milhões de pessoas, Lula chamou o mágico e ilusionista palaciano Duda Mendonça para uma reunião, onde também estaria presente o palpiteiro ministro da Comunicação Luiz Gushiken. Nada foi decidido na primeira reunião. Após a quinta rodada de debates, a proposta de Duda Mendonça prevaleceu: foi criado um selo com a estampa do presidente, confeccionado pela Casa da Moeda, para marcar o primeiro um terço de governo, ou 16 meses, que será completado na próxima sexta-feira. Perfeccionista, Lula exigiu que o desenho da estampa fosse realizado por um famoso retratista francês e impresso em requintado papel de arroz, raridade importada de remotas regiões da China.

Assim o fizeram. Os selos foram criados, impressos e vendidos em todas as agências dos Correios, com boa antecedência. Lula ficou radiante.

Mas, poucos dias após, o presidente ficou furioso ao receber pesquisa qualitativa acusando reclamações de que o selo não estava aderindo aos envelopes e, o pior, colecionadores não o queriam nem de graça. Imediatamente Lula convocou Duda Mendonça para explicar o que estava acontecendo de errado. Depois de sucessivas reuniões, o presidente convocou os diretores da Casa da Moeda e ordenou ao Zé Dirceu ordenar uma profunda investigação sobre o caso dos selos que não colavam.

Técnicos da Casa da Moeda pesquisaram em agências dos Correios de todo o País e entregaram um minucioso relatório.

Em suma, o relatório dizia o seguinte:

– Não há nada de errado com a qualidade dos selos. O problema é que o povo está cuspindo do lado errado.

A macabra teoria do 11

O 11 passou a ser um número macabro. Um número transformado num símbolo cabalístico, principalmente na internet. Uma combinação macabra ou simples besteirol, não importa. O que fica claro é que temos milhões de desempregados no país e um batalhão de matemáticos sem nada de mais interessante pra fazer. E se você também não tem mais o que fazer na vida, vale a pena perder tempo com esses tenebrosos números. Se não, vejamos:

1 – New York City tem 11 letras. 2 – Afeganistão tem 11 letras. 3 – “The Pentagon” tem 11 letras. 4 – Ramsin Yuseb (terrorista que atentou contra as torres gêmeas em 2001) tem 11 letras. 5 – George W. Bush tem 11 letras.

Até aqui, meras coincidências ou casualidades forçadas. Será? Agora começa o interessante:

6 – Nova York é o estado n.º 11 dos EUA. 7 – O primeiro dos vôos que embateu contra as torres gêmeas era o n.º 11. 8 – O vôo n.º 11 levava a bordo 92 passageiros, que somando as cifras dá: 9+2=11. 9 – O vôo n.º 77, que também embateu contra as torres, levava a bordo 65 passageiros, que somando dá: 6+5=11. 10 – A tragédia teve lugar a 11 de setembro, ou seja, 11 do 9, que somado dá: 1+1+9=11. 11 – A data coincide com o número de emergência norte-americano o 911. Que somado dá: 9+1+1=11.

Finalmente, o inquietante:

12 – As vítimas totais que morreram nos aviões são 254: 2+5+4=11. 13 – O dia 11 de setembro é o dia número 254 do ano: 2+5+4=11. 14 – A partir do 11 de setembro sobram 111 dias até ao fim de um ano. 15 – O famoso Nostradamus (11 letras) profetiza a destruição de Nova York na Centúria número 11 dos seus versos. 16 – Mas o mais chocante de tudo é que se pensarmos nas torres gêmeas, damo-nos conta que tinham a forma de um gigantesco número 11. 17 – E como se não bastasse, o atentado de Madri aconteceu no dia 11.03.2004, que somado dá: 1+1+3+2+4=11.

18 – E é preciso lembrar ainda que o atentado de Madri aconteceu 911 dias depois do de New York, que somando também dá 11.

O QUE É PIOR: O 11 DE SETEMBRO,
O 11 DE MARÇO OU O 11 DO ATLÉTICO?

Até sexta-feira, sempre solidário com a torcida atleticana, que agora não confere mais o saldo de gols: confere o saldo do banco.

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