Sugeri e me ofereci primeiro, tenho provas. O governador Roberto Requião embarcou nesta quarta-feira para o Chile e deixou este humilde jornalista fora da comitiva oficial. Quando retornou da recente missão oficial ao Canadá, o governador precisou ouvir de certos assessores que a nossa briosa imprensa não fez a cobertura necessária do périplo. Foi então que sugeri aqui na coluna e você está de prova: “Viajando e aprendendo, caro governador: para evitar tais falhas de comunicação, da próxima vez inclua um jornalista convidado na delegação”. Não só sugeri, como também me ofereci ao sacrifício: “Desde já, estou à sua inteira disposição e me comprometo a escrever um livro de cem páginas. Se me couberem as mordomias da primeira classe, escrevo um romance. Requião, me chama que eu vou! Acabei de ler o último livro de Isabel Allende, Meu país inventado, e agora já sei tudo sobre o Chile. Faremos boa companhia, pois adoramos aqueles vinhos nacionais”.

O oferecido não foi, mas outros jornalistas foram convidados, conforme minha sugestão, e se encontram agora desfrutando daqueles supimpas vinhos nacionais. Desprendido, bem feito pra mim, por me demonstrar assim desfrutável. Absolutamente, não restei ressentido e não sofro do mal de inveja, e faço votos de que o avião não caia na Cordilheira dos Andes, repetindo aquele antropofágico banquete protagonizado por um time uruguaio de rugby. Que nenhum contratempo venha a tirar o brilho do périplo, nem mesmo que uma infeliz “centolla” (na foto) venha se revelar indigesta.

Se não fui lembrado, me conforta em saber que não foi por falta de lembrança do jornalista Benedito Pires, secretário de imprensa do governador. Companheiros de redação desde os tempos de Voz do Paraná, nos inícios dos anos 70, tenho certeza que ele não vai esquecer de meu nome para uma próxima excursão. E oportunidades não faltarão: o governador Roberto tem outras três viagens internacionais programadas para este ano. No início de junho, ele viaja a Córdoba, na Argentina. Poucos dias depois, vai a Palermo, na Itália. Em agosto, será a vez da França e da Bélgica. E há ainda uma quarta viagem, ainda não confirmada, à China.

Caro Benedito, por favor, me inclua fora das viagens à China e Córdoba. Quanto a Palermo, aceito o sacrifício. À França e Bélgica, “con mucho gusto”; e, desde já, reitero: estou à sua inteira disposição e me comprometo a escrever um livro de cem páginas; se me couberem as mordomias da primeira classe, escrevo um romance.

DOS DEUSES

A centolla é um caranguejo gigante e rosado que vive nas águas que banham o Chile, dá muito sabor a dezenas de pratos típicos. Sempre com taças de brancos e tintos nacionais da melhor qualidade. Paraíso para quem gosta de frutos do mar, a cozinha chilena tem muitas opções em peixes, moluscos e mariscos. O mais famoso – e recomendado por santiaguinos e por quem já visitou o país e provou – é a centolla.

Na categoria molusco, um bastante interessante é o loco. Redondo e branco, tem sabor especial. Em termos de peixes, um dos mais populares é o congrio. Sua carne branca é bastante suculenta. Para quem prefere algo conhecido, as opções são muitas: atum, corvina, dourado, merluza e salmão, entre outros. Ainda para quem é fã de frutos do mar: vale conhecer a ronda de mariscos, caldeirada que mistura frutos do mar.

Até domingo, Benedito; e também me inclua fora dos roteiros de lançamento do programa Leite das Crianças.

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