O melhor de Curitiba (2)

Enquanto circula a nova edição da Veja Curitiba com ?o melhor da cidade?, continuam as observações em torno da lista de restaurantes, bares e comidinhas eleitos pelos trinta jurados da revista. A discussão procede: o segmento da economia gera números expressivos de emprego e renda nesta Curitiba que, na falta do mar, se refestela no bar. Foram muitas as objeções recebidas pela coluna. O principal reparo veio da rede de fast food Subway. A seguir, um pouco do que foi posto à mesa:

?Prezado Dante Mendonça, primeiramente gostaria de parabenizar pelo excelente texto da edição de hoje (quarta-feira) em sua coluna. Meu nome é Fernando Império e sou assessor de imprensa da rede de fast food Subway, a qual participou do prêmio ?O Melhor da Cidade?. Houve alguns equívocos ao nosso ver sobre o evento (N.R. Em função do espaço, o comunicado foi editado pelo colunista) que pode contribuir para essa discussão?.

?A rede Subway, com 26.500 lojas em mais de 85 países e com 11 unidades em Curitiba, vem por intermédio deste documento, refutar o resultado do prêmio ?O Melhor da Cidade 2006/2007?, concedido pela revista Veja. (…) O Subway concorreu na categoria ?Melhor Sanduíche?. (…) A surpresa foi o empate dos candidatos com um ponto cada. No entanto, o Subway foi votado em três franquias diferentes. Portanto, com os três votos somados, o Subway seria eleito o melhor sanduíche da cidade.

O Subway é uma rede de franquias de fast food, com sede nos Estados Unidos. (…) Para que esse propósito seja levado à risca em todos os lugares que exista uma franquia Subway, é preciso que haja um padrão de qualidade. Isto significa dizer que todas as unidades utilizam os mesmos ingredientes, os mesmos equipamentos. Por isso, se três unidades ganharam o voto, o prêmio é da marca Subway.

Outro ponto relevante é a questão da conveniência. Se todas as unidades Subway possuem o mesmo padrão de qualidade, um dos critérios na avaliação do prêmio pode ter sido a comodidade. Julgar como melhor aquela unidade mais próxima onde se mora e trabalha é muito mais confortante do que se locomover para outro canto da cidade.

(…) Desta forma, o documento presente deixa claro que não questiona os critérios de avaliação na escolha do melhor sanduíche. O que mais espanta é a falha do julgamento do evento, realizado por uma revista tão séria e prestigiada como a Veja e por isso, exigir-se a reparação do erro. A negação do resultado deve-se à duvidosa metodologia de classificação dos candidatos: uns por unidades, outros pela marca?. (Fernando Império)

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ESTIMAÇÃO – ?Na minha opinião, o júri deveria ter a seguinte orientação: esqueçam seus lugares estimação, os prediletos do dia a dia, e se orientem nos conceitos e categorias postos pela revista?. (M.D)

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EMPATE – ?Como exemplo, veja à página 154 em que a Padaria América e o Fabiano Marcolini têm dois votos e são considerados ?o melhor pão?. Note bem, duas pessoas decidem o que é melhor na cidade. Ou, eu entendi mal?. (M.C.)

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DIVERSIDADE – ?Entendo que nem todos os escolhidos estão necessariamente ligados ao assunto e muitos vão de orelhada. Esse ano a escolha – de restaurantes, pelo menos – já foi mais centrada, sem grandes arroubos de criatividade. Mas no ano passado escolheram um árabe que já estava quase fechando, porque havia sido o melhor do ano anterior. O contrário da revista Gula, que amplia cada vez mais as categorias – só de italianos tem três, trattoria, cantina e alta cozinha -, a Veja está restringindo cada vez mais. Não há mais chinês, japonês, tailandês, é tudo oriental. O que dá uma quebrada, pois as culinárias não são as mesmas. Não há mais português, alemão e tudo cai em uma categoria de ?cozinha variada?, que não consegue agregar cada filão diferente?. (P.G.)

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