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Se o Atlético Paranaense mostra no campeonato brasileiro, o maior e mais disputado do mundo, um time com jeito e pinta de bicampeão, por que não um dos maiores e mais prestigiados festivais de humor do mundo não pode dar o título de bicampeão a um cartunista que apresenta um trabalho de raro humor e sensibilidade?

Com o tema "Planeta Turismo", o júri do II Festival Internacional de Humor Gráfico das Cataratas do Iguaçu bem que garimpou, entre os mais de 4 mil concorrentes, um outro trabalho que substituisse o bicampeonato de Yuri Ochakovsky e os dez mil dólares da premiação do bolso deste russo que mora em Israel, conhecido vencedor de festivais de humor por esse mundo afora. Trabalhos à altura, não faltaram. Mas nenhum ganhou a maioria dos 17 jurados, entre eles os maiores profissionais do humor gráfico do Brasil, nomes consagrados como Chico e Paulo Caruso, Angeli e, para não deixar dúvidas, a cartunista e escritora argentina Ana Von Reuber, jurada de larga experiência em outros festivais internacionais.

Também participante do júri, posso testemunhar que não foi uma tarde recreativa, aquela de sexta-feira passada, quando passamos em revista os 300 cartuns previamente selecionados, tamanha a qualidade que tínhamos em mão. Por eliminação, chegamos aos 39 melhores, com cinco finalistas, com o russo Ochakovsky sempre liderando a ponta da tabela.

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Esta, era para ser a derradeira etapa, seguida da proclamação dos vencedores. Com alguns membros do juri inconformados com o bi, o presidente do grupo, democraticamente, concedeu em realizar uma outra votação, agora restrita aos cinco eleitos. O grande prêmio estava escrito na poesia do cartun de Yuri Ochakovsky e, assim, só restou à maioria reconhecer o placar e entregar a faixa, mais o cheque de 10 mil dólares do bicampeonato.

A paranaense Pryscila Vieira foi também uma das estrelas deste festival; e não só por ter trocado uma possível carreira de modelo, o brilho das passarelas, pelo papel, tinta e pincel. Prys concorreu com um original cartum, eleito já na primeira seleção com a unanimidade do júri e, mais importante, caiu nas graças do público que lotava as salas de exposições. É pouco afirmar que o Festival Internacional de Humor Gráfico das Cataratas do Iguaçu é um sucesso. Mais que isso, em sua segunda edição, firma-se como um dos mais importantes do mundo, e não só pelos 20 mil dólares totais de prêmios: recebeu 4.700 trabalhos de 81 países, com a presença aqui em Foz dos melhores humoristas e cartunistas da América latina.

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Até quarta-feira, com aquele outro bicampeonato, se Deus quiser e for atleticano.