É bem como disse John Kennedy: "Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer por seu país". Pela pátria, cada um tem que fazer a sua parte. Na manhã deste 13 de junho, dia de Santo Antônio, nós fizemos a nossa.

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Cumprimos a missão de comparecer à tradicional festa de Santo Antônio da Igreja do Senhor Bom Jesus dos Perdões, na Praça Rui Barbosa, junto à Santa Casa de Misericórdia de Curitiba.

No dia de Santo Antônio – que este ano começou na antevéspera, domingo -, o pátio da Paróquia Bom Jesus é pequeno para o ir-e-vir da multidão. É gente que passa e passa, um pulinho dentro da igreja para rezar e uma parada nas barraquinhas ou no salão, onde tem comida, objetos artesanais, imagens de Santo Antônio de todo tamanho, da medalhinha metálica à grande escultura em gesso, velas, fitinhas, mensagens escritas (a que me coube foi essa: "Nenhum aparelho pode substituir a centelha humana: energia, compaixão, amor e compreensão") e o "pão dos pobres".

O pão tem duas versões, o fermentado para comer e o sequinho, que não embolora, pra guardar o ano inteiro dentro da lata de açúcar e garantir a fartura em casa.

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Outra tradição é o bolo. Há uma enorme fila – tão grande que este ano parecia festa de polaco, durou três dias – para comprar uma fatia do bolo de Santo Antônio. Em muitos pedaços há imagens minúsculas do santo. Quem for "premiado" vai, na certa, conhecer o par e se casar em breve. E os freis franciscanos, em seus hábitos marrons com cordão à cintura, não se cansam de abençoar a multidão.

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Santo Antônio de Pádua, também conhecido como Santo Antônio de Lisboa, nasceu em Portugal no ano de 1195, com o nome de Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo. É contemporâneo de um outro poderoso santo, São Francisco de Assis.

Aos vinte e cinco anos, deu um novo rumo à sua vida. Entrou para a ordem dos frades franciscanos e logo foi enviado para trabalhar entre os muçulmanos de Marrocos. Com problemas de saúde, foi obrigado a retornar para a Europa, abrigado num eremitério da Itália. Em Padova, Itália, foi professor em sua ordem e cognominado "Doutor Evangélico". Sabia de cor quase todas as escrituras e tinha um dom especial para explicar e aplicar as mais difíceis passagens bíblicas.

Na seleção brasileira, Santo Antônio tem seus fiéis devotos. A começar por Zagalo que tem especial fé neste santo que veio a falecer aos 36 anos em Arcela, Itália, no dia 13 de junho.

Santo Antônio foi canonizado por Gregório IX em 30 de maio de 1232. É o santo de maior popularidade do Brasil, principalmente nos países latinos, onde o povo costuma invocá-lo para encontrar objetos perdidos e auxiliar moças casamenteiras. Sua língua, que tanto pregara a palavra divina, foi preservada num relicário do santuário de Pádua, onde, bem ao contrário do lateral-direito Cafu, nunca precisou de cidadania italiana para ser venerado.

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Foi uma vitória franciscana. Mas valeu, meu Santo Antônio!

Iluminai o Parreira para escalar o Robinho e santificada seja a nossa seleção, venha a nós a nossa vitória, seja feita a nossa vontade, assim na estréia como na final em Berlim. A vitória nossa de cada dia nos dai hoje, perdoai o Ronaldão, assim como nós perdoamos os croatas que ficaram pelo nosso caminho; e não nos deixeis cair em nenhuma partida, mas livrai-nos das bolas altas na área. Glória ao Kaká, Dida e Ronaldinho Gaúcho.

Como podia ser bem melhor contra a Croácia, como será contra o time do Zico, como há de ser bem melhor contra os argentinos e sempre. Amém.