Da vereadora Julieta Reis e da diretora da Casa da Memória de Curitiba, Christine Baptista, recebemos um projeto de lei e um convite para trocar figurinhas.
Prezado Dante Mendonça.
Nós amigos do saudoso Sergio Mercer continuamos cultivando sua memória e tentando frutificá-la. Este modesto trabalho é resultado disso. Cordial abraço, Vereadora Julieta Reis.
Projeto de Lei Ordinária / Proposição n.º 05.00047.2006.
A Vereadora Julieta Reis, infra-assinada, no uso de suas atribuições legais, submete à apreciação da Câmara Municipal de Curitiba a seguinte proposição: Projeto de Lei Ordinária.
SÚMULA: "INSTITUI O "DIA MUNICIPAL DA IMAGINAÇÃO", A SER COMEMORADO ANUALMENTE NO DIA 12 DE JUNHO".
Art. 1.º Fica instituído, no âmbito do Município de Curitiba, o "Dia Municipal da Imaginação", a ser comemorado anualmente no dia 12 de junho.
Parágrafo único. A data ora instituída passará a constar do Calendário Oficial de Eventos do Município.
Art. 2.º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Justificativa: "Toda força às idéias, toda força ao talento". (Sérgio Mercer)
"O objetivo da presente proposição é valorizar uma virtude humana que dentre todas as outras merece um tratamento especial, pois é força motriz de todo desenvolvimento humano: a "imaginação".
Imaginar, este é o caminho. A força da imaginação não tem limites. Ela é que direciona o desenvolvimento da humanidade, que muda conceitos. É necessário ousar, pensar, criar, sonhar, imaginar. Com este projeto, homenageamos todas as figuras que, com sua imaginação e talento, tornam uma cidade especial.
O dia 12 de junho é a data de nascimento do saudoso Sergio Mercer, uma das mais criativas e imaginativas personalidades curitibanas. Justamente, pela imaginação. Curitiba deve muito às idéias de Sergio Mercer.
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Olá, Dante.
Recebi, através do Paulino Viapiana, tua sugestão de homenagear o Aramis Millarch na galeria do Paiol.
Eu acho a idéia excelente. No entanto, na noite de reabertura do Paiol, conversando com algumas pessoas, tive uma informação que, acredito, poucas pessoas devem ter. Você sabia que a idéia original de criação do Paiol é do Gemba? Pois é, até gravei ali, de improviso, com minha câmera digital, o depoimento do Fernando Velloso e da Iara Sarmento sobre esse fato. E até foi aventada a possibilidade, ali entre nós, de homenageá-lo com o nome no espaço do teatro, e ainda, no final do ano, lançar o Boletim da Casa Romário Martins -"Série Memória de Vida", sobre ele. Legal, ambas as idéias de homenagear essas pessoas tão especiais para nossa história cultural.
Vamos trocar figurinhas sobre esse assunto? Sei da importância do Aramis na história do Paiol. Acho fundamental uma homenagem a ele também. Vamos pensar juntos. Christine.
(Christine Baptista, diretora do Departamento Histórico e Cultural da Fundação Cultural de Curitiba.)
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Christine, trocar figurinhas sempre é um grande prazer e vamos pensar juntos.
De fato, a idéia de fazer daquele paiol abandonado um teatro veio do falecido diretor teatral Oraci Gemba, da atriz Iara Sarmento e do arquiteto e cenógrafo Ronaldo Murilo Leão Rego, um dos criadores da Feira de Artesanato. Este "trio de ouro" foi responsável também por alguns dos grandes momentos do teatro paranaense.
Todavia, ao lado do então prefeito Jaime Lerner, o jornalista Aramis Millarch também ajudou a reciclar o velho paiol. Do sonho à realidade, fez das tripas coração e acabou morrendo pelo tamanho deste.
Os bons serão lembrados no Teatro do Paiol. De minha parte, veio a proposta de emprestar o nome de Millarch à galeria do teatro. Trocando figurinhas, vamos convidar Iara Sarmento e Ronaldo Leão para entrar na roda e pensar uma forma de fazer justiça à memória de Oraci Gemba e Aramis Millarch.