Espanha, Bigorrilho y otras bandas

CARO DANTE, fizeste bem em enaltecer o desempenho curitibano. Vivo na região metropolitana de Sevilha (a contragosto), faço 100 km todos os dias para levar a menina pra escola, particularidades pessoais, não é o normal por aqui e não aconteceu nada na circulação sevilhana. Todo mundo com seu carrinho, ou carrão, dirigindo feito uns energúmenos, atasco após atasco (entupimento) e, pelo que vi na TV local, que vejo pouco, foi a mesma coisa por toda a Espanha. A TV francesa, que vejo um pouco mais, também não mostrou bons resultados. Querias o que desta civilização que construíram com o saque de colônias e guerras continuadas? Taí o Bush, fiel filho do protestantismo branco, que não me deixa opção.

Saludos, Elbio Pellenz (Sevilha, Espanha)

INCONVENIENTE DEL MATRIMONIO – Aproveitando o leitorado também de língua espanhola, nos conta o Carlos Henrique Ribeiro: “Numa dessas noites de insônia, naufragando pela internet, encontrei a biblioteca do jornal Clarin. Olhando algumas obras, me deparei com um livro de cantos populares argentinos onde, entre muitas coisas, há esta homenagem às sogras:

I – Aburrido de soltero / decidí tomar casaca / y encontré una mujercita / buena como la buscaba, / mas hallé el inconveniente / que su mamá muy huraña / no quería darme su hija / porque yo no le gustaba. / Aunque no quería / ceder la mamá, / en contra su gusto, / me pude casar. / La suegra maldijo / nuestra buena unión / y cazó un estrilo / de marca mayor.

II – Pregunten a algún casado / cuál es la suerte más negra, / si tener peste bubónica, / el tifus o la viruela, / y sin andar con rodeos / verán que pronto contesta, / que es la más horrible suerte / tener una mala suegra. / La mía es más mala / que ají cumbarí, / y al verme casado / reniega de mí; / yo caso no le hago / y empieza a rabiar / y cuando ella grita / le juego ¡jua, jua!

III – Mi suegra es mujer muy buena, / cuando duerme, porque no habla, / pero cuando está despierta, / en todo mete la pata; / forma un infernal bochinche / por un “quítame esas pajas” / que los vecinos se encierran / por no escuchar sus burradas. / ¡Qué diablo de suegra / me vino a tocar! / Qué vamos a hacerle, / no hay más que aguantar;/ pero yo les juro, / si llego a enviudar / jamás en mi vida / me vuelvo a casar.

Autor:Angel Villoldo.Tangos, milongas y contrapuntos / 1915.

CURA TUDO – Para os amigos do Bigorrilho, essa ode à purinha é para a rapaziada do Bar do Popadiuk pendurar na parede. Uma espécie de atestado médico assinado pelo Nelson Comel, também especialista em lambaris, peladas e outros bichos.

Pra curar sua paixão, beba pinga com limão / Pra curar sua amargura, beba pinga sem mistura / Contra dor de cotovelo, beba cachaça com gelo / Contra falta de carinho: cachaça, cerveja e vinho / Se brigar com a namorada, beba pinga misturada / Se brigar com a mulher, beba pinga na colher / Quem dá amor e não recebe, mistura todas e bebe / E se alguém te faz sofrer, beba para esquecer / Pra curar seu sofrimento, beba pinga com fermento / Pra esquecer um falso amor, beba pinga com licor / Pra acalmar seu coração, beba até cair no chão / E se a vida não tem graça, encha a cara de cachaça / Pra você ganhar no bicho, beba uma no capricho / Pra ganhar na loteria, beba pinga na bacia / Pra viver sempre feliz, beba pinga com raiz / E se você não tem sorte… beba pinga até a morte!!!

(O autor morreu de cirrose.)

Até domingo, parabenizando nossa bravíssima colega jornalista Danielle de Sisti, editora do caderno Viagens e Turismo, que ganhou o prêmio de Jornalista Revelação, concedido pela CET – Comissão Européia de Turismo.

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