Então ficamos assim

– Olá, como vai, tudo bem?

– Vamos levando…

– E a família?

– Me separei da patroa!

– Lamentável!

– Nada a lamentar. Apenas não dividimos mais o mesmo enderêço, por conflito de opiniões!

– Como assim?

– Ela insiste morar no Champagnat e eu continuo no Bigorrilho. Só!

O Millôr de sempre

Folheando um exemplar da revista O Cruzeiro, edição de 8 de outubro de 1955 (é isso aí, veteranos!), encontro essas duas jóias raras no PIF-PAF do Vão Gôgo, como então assinava Millôr Fernandes. O PIF-PAF você lembra: eram duas páginas de humor onde cada exemplar era um número e cada número um exemplar.

Escrevia então Millôr, copiando de sua famosa bola de cristal:

– Dirá, em 1980, o rapazinho para o amigo: “Meu pai, sim, teve que dar duro na vida; quando chegou no Rio tinha apenas cinqüenta milhões de cruzeiros”.

Hoje, podemos reescrever Millôr, olhando aqui de longe a nova capital federal: “Meu pai, sim, teve que dar duro na vida; quando chegou a Brasília, tinha apenas cinqüenta milhões de dólares na Suíça”.

Teatro corisco

Personagens: Bêbado e Bêbado (três horas da manhã).

Bêbado 1 – Que é que você diz à sua mulher quando fica na rua até essa hora?

Bêbado 2 – Nada! Eu não sou casado!

Bêbado 1 – Então porque você fica na rua até essa hora?

Adapte você mesmo

Sabe a piada iô-iô? É aquela que vai e volta, conforme as circunstâncias. Cíclicas, elas podem ficar enrustidas durante meses, até anos. Mas sempre reaparecem, com personagens e versões adaptadas. É o caso desta aí abaixo. A conheço faz tempo, mas esta semana ela rolou outra vez internet. Recebi uma com o Bush de personagem e esta aí, botando a governadora Rosinha na fogueira. Como um passarinho, anedota não tem dono. E é feita pra isso mesmo: basta trocar o alvo e mandar bala.

Um motorista pára no trânsito do Rio de Janeiro e alguém bate no vidro do carro dele. Ele abaixa o vidro e outro homem diz:

– A governadora Rosinha foi seqüestrada e o resgate é de 50 milhões de dólares. Se o resgate não for pago, o seqüestrador vai jogar gasolina e atear fogo nela. Nós estamos arrecadando contribuições. Você gostaria de participar?

O homem do carro pergunta:

– Na média, quanto o pessoal está doando?

O outro homem responde:

– De cinco a dez litros.

Picadinho paulista

Nosso colunista do Almanaque, o paulista Alex Gutemberg, também quer botar sua colher e temperar o picadinho servido aqui na coluna na semana retrasada.

“Não existe paulistano médio dos anos 60, 70 e 80 que não conheça o ?picadinho?. É o prato com a cara de São Paulo, porque é simples, rápido, barato e fornece ?sustância? para o trabalhador. Na capital paulista é servido nos refeitórios das empresas. Pião de fábrica adora. No centro e nos bairros é preparado em botequins e restaurante simples. De fato, se você pede um comercial nesses lugares, o balconista logo te pergunta: com bife ou picadinho? A receita? Simples. Cubos de carne de segunda, coxão mole ou acém, batatas, tomates, cebolas picadas, um tico de pimenta do reino, outro de cominho, óleo, sal e alho. A quantidade depende da família. Coloque o óleo, sal, cebola e alho numa panela de pressão. Refogue. Depois coloque a carne (uma colher de farinha de trigo em cima) e as batatas (cortadas em pedaços grandes), o tomate e os temperos. Deixe cozinhar. Pronto. Acompanha arroz, feijão e salada de tomate com alface. Prato do dia de 9 entre 10 paulistanos trabalhadores.”

Até quarta-feira, com uma frase domingueira:

– Se você ainda não encontrou a pessoa certa,

divirta-se com a pessoa errada!

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