É isso aí, formiguinha!

Segunda-feira é dia de voltar ao trabalho com pelo menos uma boa história para contar. Se assim não for, caso não tenhamos piada nova, história curiosa ou notícia boa – coisa em falta para petistas e atleticanos -, vale a fábula que sirva alento para tocar a semana até a próxima segunda-feira, Dia do Trabalho. Assim sendo, e bem a propósito, tenho a recontar uma fábula deliciosa, exemplo bem acabado do que acontece nos mais variados ambientes de trabalho: nas empresas ditas ?mudernas?, em repartições públicas lotadas pelas máquinas partidárias e – por que não? – podemos fazer até analogia com o que se passa atualmente no Clube Atlético Paranaense.

Bem em tempo, é para imprimir, botar no mural da cantina e fazer bom proveito dessa fábula que é a seguinte:

Todos os dias, a formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. Era produtiva e feliz. O gerente marimbondo, tipo mais realista que o rei, estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.

Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. Simples. E colocou a barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência como supervisora. A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Logo, a barata precisou de secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também a aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.

O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.

A barata, então, contratou a mosca, e comprou computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões! O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar cadeira especial. A nova gestora cigarra logo precisou de computador e de assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar o plano estratégico de melhorias e controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.

A cigarra, cheia de cantos e encantos, convenceu o gerente marimbondo que era preciso fazer o estudo de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse o diagnóstico da situação.

A sabichona coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu volumoso relatório, com capa colorida, papel de primeira e vários compêndios, tudo para chegar à brilhante conclusão:

– Há muita gente nesta empresa!

******

Dando as análises por findas, adivinha quem o marimbondo mandou demitir?

A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida. Pois é!

Grupos de WhatsApp da Tribuna
Receba Notícias no seu WhatsApp!
Receba as notícias do seu bairro e do seu time pelo WhatsApp.
Participe dos Grupos da Tribuna