Disque-grade

Tem razão o governador Roberto Requião: as grades do Centro Cívico não têm a menor razão de existir. Pelo menos no lugar onde estavam, cercando a sede de um novo governo. Como se sabe, qualquer governo estreante não precisa de grades, cercas, cerquinhas, alambrados ou barricadas. Em lua-de-mel com o povo, vejam o caso do Lula: por enquanto ele até pode dormir de porta aberta e janelas escancaradas. Mas, para o futuro, nunca se sabe…

Daí que a Prefeitura de Curitiba, proprietária do gradil, não pode e não deve jogar fora tal patrimônio. Deve, isto sim, usar da criatividade e reciclar tanta ferragem. Por exemplo, doar para a brava Polícia Militar, que criaria um serviço de utilidade pública: o Disque-Grade. Seria um dispositivo de proteção aos cidadãos, entidades públicas ou privadas que porventura venham a se sentir ameaçadas na sua integridade física.

Dos primeiros a solicitar os serviços do Disque-Grade seria o próprio Jaime Lerner, caso tantas denúncias levantadas pelo novo governo atingissem um clima de revolução francesa. Neste caso, o serviço Disque-Grade imediatamente cercaria a Rua Bom Jesus, endereço do ex-governador. E dona Fani até ficaria bem feliz, com a chave na mão, só controlando o maridão.

Temos também o caso do Paraná Clube: se perder sábado para a “Lusinha” de Londrina, cai para a segundona e fatalmente vai precisar montar as grades em torno da sede da diretoria. E até em volta da casa do ex-técnico Caio, Júnior. Sem esquecer do Atlético: pelo que anda mostrando em campo, dia desses ainda vai precisar de uma extensão das grades já instaladas na Praça Afonso Botelho e cercar também a Arena da Baixada, com o Petraglia anexo.

Se for por falta de uso aqui em Curitiba, a Prefeitura de Matinhos está precisando faz tempo do Disque-Grade. Como até os baiacus sabem, ela deve ser invadida pelos surfistas de uma hora para outra, com todo apoio do Tribunal de Contas.

Futuro usuário do Disque-Grade, será o prefeito Cássio Taniguchi. Com uma eleição rondando a sede da Prefeitura, vai faltar grade pra se proteger da oposição.

MON – QUE BICHO É ESSE?

Então ficamos assim. O NovoMuseu tem nome novo. Mas, se permitem um aparte técnico na discussão, tem o seguinte: Museu Oscar Niemeyer é um nome um tanto quilométrico para os padrões da imprensa e de comunicação de modo geral. Com 20 caracteres (contando os espaços), é uma pedreira montar um título em duas colunas, com duas linhas de 25 caracteres, por exemplo. Em uma coluna, então, só abreviando. Até acima de três colunas, o editor precisa ser safo. Isso quer dizer que o nomão será abreviado de uma forma ou de outra. Pra melhor, ou pra pior, de uma forma ou outra, o que veremos alhures é uma salada gráfica na imprensa.

Vejamos o caso do Museu de Arte Contemporânea: ficou MAC. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro: MAM. Temos o Museu de Arte de São Paulo, ou simplesmente MASP. Os franceses, com a velha mania de abreviar tudo, nem mesmo respeitam o nomão do Centre Georges Pompidou: é Beauburg e estamos bem entendidos. E o nosso Museu Oscar Niemeyer, como vai ficar? MON? Que bicho é esse?

Senhores do conselho, por que não uma variante das mais simples? Novo Museu Oscar Niemeyer. Assim, se sobrar espaço, bota lá o quilométrico – NovoMuseu Oscar Niemeyer. Caso contrário, temos os enxutos 10 caracteres de NovoMuseu.

Com os agradecimentos da rapaziada da edição.

Até sexta-feira, quase Carnaval.

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