Coppola não está mais aqui

Depois de uma semana cobrindo o 1.º Festival Francis Ford Coppola em Curitiba, concluí o seguinte: pra mim, chega! Dando o assunto por findo, hoje é dia de dar uma geral na caixa do correio e conferir o que os distintos internautas nos reservaram.

GESTÃO POR RESULTADOS

Geraldo H. Poli, de Curitiba, nos enviou esta fábula abaixo que pode ser muito útil nos dias atuais.

“Era uma vez uma aldeia onde vivam dois homens que tinham o mesmo nome: Joaquim Gonçalves. Um era sacerdote e o outro era taxista. Quis o destino que os dois morressem no mesmo dia. Chegam ao céu, onde os espera São Pedro.

– O teu nome? – pergunta São Pedro ao primeiro.

– Joaquim Gonçalves.

– O sacerdote?

– Não, não, o taxista.

São Pedro consulta a suas anotações e diz:

– Bom, ganhaste o Paraíso. Levas estas túnicas com fios de ouro e este cetro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar!

Passam mais duas pessoas, e chega a vez do outro Joaquim.

– O teu nome?

– Joaquim Gonçalves.

– O sacerdote?

– Sim.

– Muito bem, meu filho. Ganhaste o Paraíso. Levas esta bata de linho e este cetro de ferro com incrustações de granito.

O sacerdote diz:

– Desculpe, não é por nada, mas… deve haver engano. Eu sou Joaquim Gonçalves, o sacerdote!

– Sim, meu filho, ganhaste o Paraíso. Levas esta bata de linho e…

– Não, não pode ser! Eu conheço o outro senhor, era taxista, vivia na minha aldeia, e era um desastre! Subia nas calçadas, batia seu carro todos os dias, mais de uma vez bateu contra muros e casas, dirigia pessimamente, levava tudo pela frente, assustava todo mundo e não se corrigia mesmo após multas e repreensões policiais… E quanto a mim, eu passei setenta e cinco anos da minha vida pregando todos os domingos na paróquia. Como é que lhe dão a túnica com fios de ouro e o cetro de platina e a mim isto? Deve haver engano!

– Não, não é nenhum engano! – diz São Pedro. – O que ocorre é que aqui no Céu a política agora é outra. Estamos efetuando uma “gestão” mais profissional, como a que vocês fazem lá na terra.

– Como? Não entendo.

– Eu explico: agora orientamo-nos por “resultados”. É assim: durante os últimos vinte e cinco anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas adormeciam. Mas cada vez que o motorista dirigia seu táxi, as pessoas começavam a rezar!

É isso: resultado, gestão por resultados !”

O VIGÁRIO E O PREFEITO

De Paranaguá, Fabiano G. nos relata uma história que, segundo ele, está fazendo o maior sucesso nos botecos do litoral. O buxixo que corre junto com o Rio Itiberê é que – em tempos idos – o vigário teria brigado com o prefeito. Tudo porque o pároco assumiu o firme propósito de acabar com as desigualdade social no interior da igreja e, numa polêmica medida, proibiu decorações suntuosas nas cerimônias de casamento. No máximo, autorizava meia dúzias de rosas. Assim, fransciscanamente, nenhum casal seria desmerecido por outro, no quesito decoração da liturgia.

O prefeito, indignado por não ter conseguido realizar o casamento dos sonhos de sua filha, resolveu se vingar na infeliz ocasião em que, assim, de repente, um burro apareceu morto em frente à Matriz. E numa afronta à bela paisagem parnanguara, lá permaneceu o animal putrefato, com o alcaide ignorando a fedentina em torno da casa de Deus. Dias depois de insistentes e formais pedidos da paróquia, o prefeito respondeu ao pároco em curto ofício:

– Cabe ao Senhor Vigário a sagrada missão de velar os seus fiéis mortos.

Em outro ofício sucinto, respondeu o pároco:

– Cabe ao prefeito e seus familiares o dever de enterrar os seus parentes próximos.

Até sexta-feira e sentimos muito: ainda de luto, esta coluna não vai contar piadas sobre Roberto Marinho, Sílvio Santos e Cia.

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