Coisa de mineiro

Esse governo é um fenômeno. Convenhamos, se a voz do povo é a voz de Deus e do papa, Lula até que está fazendo um bom governo. Não é nenhum Theodore ?New Deal? Ro-osevelt, mas tem dado pro gasto, muitos gastos. Por outro lado, a performance administrativa é medíocre, não está fazendo nada de novo, não inaugurou uma grande e emblemática obra, nada que elevasse a auto-estima do brasileiro além de muita propaganda para que isso se realize.

Entretanto, com Luiz Inácio Lula da Silva não tem tempo ruim, não temos notícias ruins. Quando fecha o tempo, o serviço de meteorologia de Duda Mendonça trata de anunciar a borrasca no velho estilo mineiro. Esse governo não é uma piada, mas quando se trata de comunicação, a anedota mineira é velha:

Madrugada, o telefone toca:

– Alô, sô Nersinho? Aqui é o Uóshito, casêro do sítio.

– Pois não, seu Washington. Que posso fazer pelo senhor? Houve algum problema?

– Ah, eu só tô ligano pra avisá pro sinhô qui o seu papagai morreu.

– Meu papagaiozinho morreu? Aquele que ganhou o concurso?

– É, ele meis, sô Nersinho!

– Que desgraça! Gastei uma pequena fortuna com aquele bicho… Mas ele morreu de quê?

– Di cumê carne istragada.

– Carne estragada? Quem fez essa maldade com o coitadinho?

Quem deu essa carne pro meu papagaio comer?

– Ninguém. Ele cumeu dum dos cavalo morto.

– Cavalo morto? Que cavalo morto, seu Washington?

– Aqueles puro-sangue qui o sinhô tinha! Eles morrero di tanto puxá carroça d?água!

– O senhor está louco, seu Washington? Por que razão os meus cavalos caríssimos estavam puxando carroça d?água, homem de Deus?

– Aaara… pra apagá o incêndio!

– Mas que incêndio, criatura?

– Na sua casa… o acunticido foi qui uma vela caiu, e aí pegô fogo nas curtina!

– P.Q.P. seu Washington, aí tem luz elétrica! Que josta de vela era essa?!

– Do velório, uai!

– Velório de quem, homem de Deus?

– O sinhô fica carmo! Velório da sinhora sua mãe, dona Ernestina! A pobre pareceu aqui sem avisá, ieu passei fogo nela, pensando que fosse ladrão!

SERÁ O BENEDITO?

Aos incrédulos e às almas céticas, àqueles que não acreditam no fim do mundo e na eleição de um papa brasileiro, uma informação cultural: Severino I foi papa de curtíssimo reinado. Eleito em 12 de outubro de 638, por questões políticas só conseguiu tomar posse em 28 de maio de 640, vindo a falecer uns dois meses depois. Parece ter sido um bom sujeito. Cada um tem o Severino que merece.

NÃO FAÇA GUERRA, FAÇA GRAÇA

Neste sábado, véspera de Atletiba, estaremos reunidos com os amigos para apresentar nossos dois novos livros: ?Piadas de sacanear atleticano (Para alegria de coxa-branca)? e ?Piadas de sacanear coxa-branca (Para alegria de atleticano)?. Para sacanear com graça, deste colunista e de Luís Pimentel, com ilustrações de Solda, os livros em formato de bolso, 130 páginas, já estão à venda em bancas e livrarias (Chain, Guerreiro e Saraiva). A festa acontece no Bar Ao Distinto Cavalheiro (esquina da Saldanha Marinho com a Visconde de Rio Branco), a partir das 11h e até o último chope. Com direito a cavaquinho, flauta e violão.

Para mostrar como atleticanos e coxas se amam, dois exemplos:

Grito animal

Um rubro-negrinho pergunta ao seu amigo coxinha:

– Queres ver o meu pai imitar um lobo?

– Sim, quero ver!

E o piá grita para dentro de sua casa:

– Papai, lembra quando o Atlético entregou o bicampeonato pro Santos?

– UUUUUUUUUUuuuuu uuuuuhhhhhhhhhh…!!!!

Relatório

Quem já leu os boletins da Polícia Militar é testemunha. Sempre que tem jogo no Couto Pereira, os soldados relatam ao comandante:

– Registramos muitas agressões e entreveros entre os próprios torcedores do Coritiba. Foi encontrada também muita droga, mas não encontramos craque.

Grupos de WhatsApp da Tribuna
Receba Notícias no seu WhatsApp!
Receba as notícias do seu bairro e do seu time pelo WhatsApp.
Participe dos Grupos da Tribuna