Agora mesmo, quando a comunidade de Foz do Iguaçu se manifesta indignada com a incrível suspeita americana de que a tríplice fronteira é um covil de terroristas internacionais, a leitora Silvia Helenice, de Foz, também comenta sobre as várias faces do Paraná contemporâneo, com suas diversidades étnicas e sociais, assunto aqui tratado no domingo passado. Mais ainda, o cartunista Solda repara na memória do escriba que, lamentavelmente, falhou feio na mesma ocasião.
CARO DANTE
Como leitora assídua de sua coluna, venho parabenizá-lo pela “Cidade sem portas” (9/3/03), mas fazendo uma ressalva ao entendimento de que o Paraná se resume ao primeiro planalto.
Moro em Foz do Iguaçu, onde estão: a maior concentração de chineses fora da China, a segunda maior comunidade árabe da América Latina (só perdendo para São Paulo) e em especial, gaúchos oriundos de todas as plagas. Apesar disso, o que já nos caracteriza como “Cidade sem portas II”, temos muitos paranaenses e paranistas como eu e que se sentem ” bichos do Paraná de com força”.
Obrigatoriamente não falamos mais leitE quentE, pois nos adaptamos às várias falas e línguas com as quais interagimos, porém, lutamos por manter o diferencial paranaense das outras unidades da federação, onde brancos, pretos, amarelos e vermelhos (nossos xirus), nortistas, nordestinos, sulistas, cariocas e paulistas, nacionais e estrangeiros convivem bem (melhor que em seus locais de origem e entre seus iguais), sem qualquer espécie de preconceito. Temos como slogan Sou de Foz, Sou da Paz.
Em razão disso, gostaria que vocês anotassem na ata a ser lavrada que, mesmo tendo nossos fundamentalistas que se sentem em casa, também somos do Paraná-paranaense.
(Silvia Helenice Wagner de Souza)
O PARANÁ TRADICIONAL
Excelente a crônica sobre os “três Paranás”.
Morando em Floripa deste fins de 1983, realmente sempre que vou a Curitiba sinto a transformação da cidade, hoje descaracterizada em suas tradições. Você tem toda a razão ao se referir ao “O que se passa na Sociedade”, da Juril Carnasciali, por sinal minha tia. Um forte abraço e saudações rubro-negras.
(Oscar Augusto de Plácido e Silva Lima)
Dantchi
Qualé, meu? Falou de Cidade sem portas e não falou de Paulo Vítola? Vá ser esquecido assim lá em Nova Trento!
(Solda)
Corrigindo: O livro de Buchmann e Solda, Onde me doem os ossos, só prova que Curitiba é definitivamente uma cidade sem portas. Como preconizava o próprio Adherbal Fortes e Paulo Vítola no Teatro do Paiol, na década de setenta, com a peça assim mesmo chamada: Cidade sem portas.
LANÇAMENTO
O livro Onde me doem os ossos, já tem data de lançamento: será no Beto Batata, a partir das 19h do próximo primeiro de abril.
Infelizmente, não vou poder estar presente, pois o Beto Batata tem a mania de não servir uísque no estabelecimento que, por incrível que pareça, também é etílico. Em protesto por esta vil discriminação, na mesma data e horário estarei na companhia de um “Farol do Saber”, alhures.
Se o Beto Batata não sabe o que é um “Farol do Saber”, explico: duas doses de uísque, com choro, copo longo e gelo até a borda. Tem esse nome pois é batata: depois da segunda rodada, qualquer um vira sábio.
Até sexta-feira, Paulo Vítola. E perdão pelo mau jeito.